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sábado, 3 de dezembro de 2011

PARA ONDE VAMOS QUANDO DESAPARECEMOS?

Se desaparecemos sem ninguém dar conta, 
não chegamos a desaparecer.
Porque, para alguma coisa desaparecer,
 é preciso que alguém a tenha visto primeiro
e dado pela sua falta depois.
Para que alguma coisa desapareça
são precisos sempre dois. 
(Um que fica e um que desaparece.)

 Mais um texto brilhante de Isabel Minhós Martins, sempre muito bem ilustrado pela Madalena Matoso e que nos ajuda a refletir, desdramatizando, sobre este tema da ausência, do desaparecimento e da morte. Não trazendo respostas definitivas, abre as portas à imaginação, tornando o tema (mesmo que por breves instantes) um pouco mais leve.

À parte algumas exceções, ninguém consegue responder com certeza absoluta à pergunta que dá título a este livro.
"Para onde vamos quando desaparecemos?" aproveita a ausência de respostas “preto no branco” para lançar novas hipóteses – mais coloridas e poéticas, mais sérias ou disparatadas, conforme o caso... – e assim iluminar um tema inevitavelmente sombrio.

Felizmente (ou infelizmente sei lá) não somos os únicos a desaparecer.
Com todas as outras coisas do mundo, acontece o mesmo.
O sol, as nuvens, as folhas e até as férias
Estão sempre
A começar e a acabar,
A aparecer e a desaparecer.

O que propõe este livro?
Observar as coisas do mundo e nelas procurar novas pistas e possibilidades (que nos sirvam a nós e àqueles de quem mais gostamos).
Atenção: nesta procura, nada deve ser ignorado – das meias que se evaporam misteriosamente ao sol que todos os dias se vai embora – em tudo pode haver ideias interessantes que ajudem a preencher o espaço deixado em aberto por esta grande interrogação.

sábado, 8 de outubro de 2011

"A MORTE É A MELHOR INVENÇÃO DA VIDA" - STEVE JOBS



Emocionante este discurso do genial Steve Jobs, na graduação dos estudantes da Universidade de Stanford.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

ACREDITAR QUE VALE A PENA...

"[E]nquanto educadores, não nos resta, pobres de nós, outro remédio, a não ser o optimismo. (...) quem sinta repugnância pelo optimismo deve deixar o ensino e não pretender pensar em que consiste a educação. Porque educar é crer na perfectibilidade humana, na capacidade inata de aprender e no desejo de saber que a anima, no haver coisas (símbolos, técnicas, valores, memórias, factos...) que podem ser sabidos e que merecem sê-lo, na possibilidade de nos podermos - nós, os homens -  melhorar uns aos outros por intermédio do conhecimento." (Savater, em "O  Valor de Educar, p. 25)



quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A LOTARIA DA VIDA...



Às vezes é preciso imagens poderosas como este para nos fazer apreciar a nossa sorte na vida. Chamado Lotaria da Vida, as comparações são para a Save the Children, uma organização independente sobre a criação de mudanças duradouras na vida das crianças carentes. Quando ocorre uma catástrofe em todo o mundo, Save the Children está lá para salvar vidas com o alimento, cuidados médicos e educação e ainda para ajudar a reconstruir as comunidades através de programas de recuperação a longo prazo.







Agência publicitária: Lowe Brindfors, Sweden


sábado, 23 de outubro de 2010

THE GIRL EFFECT

What if 600 million adolescent girls had the power to end poverty for themselves and the world?



Fez-me lembrar o impressionante discurso de Severn Suzuki nas Nações Unidas, e ainda, infelizmente, completamente actual!...

terça-feira, 3 de agosto de 2010

OBESIDADE MENTAL

A Obesidade Mental - Andrew Oitke

Por João César das Neves - 26 de Fev 2010

O prof.  Andrew Oitke publicou o seu polémico livro «Mental Obesity», que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral.
Nessa obra, o catedrático de Antropologia em Harvard introduziu o conceito em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema da sociedade moderna.
«Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de gordura física por uma alimentação desregrada.
Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da informação e conhecimento estão a criar problemas tão ou mais sérios que esses.»
Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono.
As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos tacanhos, condenações precipitadas.
Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada.
Os cozinheiros desta magna "fast food" intelectual são os jornalistas e comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e realizadores de cinema.
Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do espírito, as revistas e romances são os donuts da imaginação.»
O problema central está na família e na escola.
«Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se comerem apenas doces e chocolate.
Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e telenovelas.
Com uma «alimentação intelectual» tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção, é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida saudável e equilibrada.»
Um dos capítulos mais polémicos e contundentes da obra, intitulado "Os Abutres", afirma:
«O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das realizações humanas. 
A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular.»
O texto descreve como os repórteres se desinteressam da realidade fervilhante, para se centrarem apenas no lado polémico e chocante.
«Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.»
Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura.
«O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades.
Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy.
Todos dizem que a Capela Sistina tem tecto, mas ninguém suspeita para que é que ela serve.
Todos acham que Saddam é mau e Mandella é bom, mas nem desconfiam porquê.
Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto».
As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras.
«Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência.
A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil, paradoxal ou doentia.
Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo.
Não se trata de uma decadência, uma «idade das trevas» ou o fim da civilização, como tantos apregoam.
É só uma questão de obesidade.
O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos.
O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos.
Precisa sobretudo de dieta mental.»

Obrigada, Fátima.