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segunda-feira, 11 de abril de 2011

CATA LIVROS

O Cata Livros, projecto da Gulbenkian / Casa da leitura, "utiliza a internet para aproximar os jovens leitores de um conjunto de títulos essenciais da literatura para infância e juventude, com destaque para a produção nacional, assentando no carácter lúdico e interactivo das narrativas e desafios propostos."
 
(...) O CATA LIVROS permite também aos mediadores (bibliotecários, professores, educadores, etc.), bem como ao mais generalista dos públicos (pais e jornalistas), por um lado, aceder, através de um conjunto diversificado de recursos, aos livros que alimentam a curiosidade de leitores da mais tenra idade até à adolescência, e, por outro lado, a um conjunto de reflexões, projectos e práticas na área da promoção da leitura. (...)

terça-feira, 6 de julho de 2010

Morreu a Tila, a escritora que defendeu os direitos das crianças

A escritora Matilde Rosa Araújo, que morreu hoje aos 89 anos, ficará para sempre ligada à docência, à literatura infantil e à defesa dos direitos das crianças numa longa e premiada carreira literária.

Nos seus livros, a autora centrou-se sempre em três grandes eixos de orientação: a infância dourada, a infância agredida e a infância como projecto.
Em 2004, quando recebeu o Prémio de Carreira da SPA, Matilde Rosa Araújo afirmou à Lusa que "os jovens lhe ensinaram uma espécie de luz da vida", porque "o seu olhar é de uma verdade intensa e absoluta".
Entre os seus livros mais importantes para a infância contam-se "Os direitos das crianças", "O palhaço verde" e "O livro da Tila", nome pelo qual era conhecida entre os amigos.
Matilde Rosa Lopes de Araújo nasceu a 20 de Junho de 1921 numa Lisboa ainda rural, na quinta dos avós em Benfica, foi aluna de Jacinto do Prado Coelho e Vitorino Nemésio e colega de Sebastião da Gama, Luísa Dacosta, David Mourão-Ferreira e Urbano Tavares Rodrigues.
Licenciou-se em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica (1945) com uma tese em que o jornalismo era objecto de análise académica.
Enveredando pela carreira docente, foi professora do primeiro Curso de Literatura para a Infância na Escola do Magistério Primário de Lisboa, bem como do Ensino Técnico Profissional em diversas cidades do país: Lisboa, Barreiro, Portalegre, Elvas e Porto, onde ficou efectiva.
Ávida pelos jornais, Matilde Rosa Araújo foi colaboradora da imprensa nacional e regional, como A Capital, O Comércio do Porto, República, Diário de Lisboa, Diário de Notícias e Jornal do Fundão e nas revistas Távola Redonda, Graal, Árvore, Vértice, Seara Nova e Colóquio/Letras.
Desde cedo preocupada com os direitos das crianças, tornou-se sócia fundadora do Comité Português da UNICEF e do Instituto de Apoio à Criança e escreveu inúmeras vezes sobre a interesse da infância na educação e na criação literária para adultos e acerca da utilidade da literatura infanto-juvenil na formação dos mais novos.
Apesar da sua actividade em diferentes campos, foi sobretudo como escritora que Matilde Rosa Araújo se tornou mais conhecida, dado ter desenvolvido intensa actividade literária para o público adulto e infanto-juvenil, obtendo nesta área diversos galardões e tendo vários volumes publicados no estrangeiro.
A sua estreia na literatura teve lugar em 1943 com "A Garrana", uma história sobre a eutanásia com a qual venceu o concurso "Procura-se um Novelista", do jornal O Século, em cujo júri de encontrava Aquilino Ribeiro.
Para o público adulto escreveu também "Estrada Sem Nome", obra galardoada num concurso de contos da Faculdade de Letras, "Praia Nova", "O Chão e as Estrelas" e "Voz Nua".
Na literatura para crianças, o primeiro título publicado foi "O Livro da Tila" (1957) - escrito nas viagens de comboio entre Lisboa e Portalegre, onde leccionava, e cujos poemas foram musicados por Lopes Graça.
Seguiram-se "O Palhaço Verde", "História de um Rapaz", "O Sol e o Menino dos Pés Frios", "O Reino das Sete Pontas", "História de uma Flor", "O Gato Dourado", "As Botas de Meu Pai", "As Fadas Verdes" e "Segredos e Brincadeiras" e os mais recentes "A saquinha da flor" e "Lucilina e Antenor", entre cerca de quatro dezenas de títulos.
Com ela colaboraram várias gerações de ilustradores portugueses, de Maria Keil a Gémeo Luís e a João Fazenda.
Em 2009, foi publicada a obra "Matilde Rosa Araújo - um olhar de menina", uma biografia romanceada da escritora com texto de Adélia Carvalho e ilustração de Marta Madureira.
Membro da Sociedade Portuguesa de Escritores (actual APE), Matilde Rosa Araújo ocupava um cargo directivo quando, em 1965, a instituição premiou o angolano José Luandino Vieira, então preso no Tarrafal, o que levou a PIDE a invadir as instalações e a demitir a direcção.
O Grande Prémio de Literatura para Criança da Fundação Calouste Gulbenkian (1980), que lhe foi atribuído ex-aequo com Ricardo Alberty, foi um dos primeiros entre os muitos que a sua obra literária viria a conquistar.
Em 1991, recebeu o Prémio para o Melhor Livro Estrangeiro da Associação Paulista de Críticos de Arte de São Paulo, Brasil, por "O Palhaço Verde", e cinco anos depois viu a obra de poesia "Fadas Verdes" ser distinguida com o prémio Gulbenkian para o melhor livro para a infância publicado no biénio 1994-1995.
Já em 1994, Matilde Rosa Araújo fora nomeada pela secção portuguesa do IBBY (Internacional Board on Books for Young People) para a edição de 1994 do Prémio Andersen, considerado o Nobel da Literatura para a Infância.
Em 2003, a escritora foi ainda condecorada, a 08 de Março, Dia da Mulher, pelo Presidente Jorge Sampaio, e em Novembro a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) decidiu, por unanimidade, agraciá-la com o Prémio Carreira (entregue em Maio de 2004), pela sua "obra de particular relevância no domínio da literatura infanto-juvenil".
"É uma generosidade muito grande por uma carreira que me deu mais a mim do que eu dei a ela", disse a escritora à agência Lusa na altura em que recebeu o prémio da SPA.
Matilde Rosa Araújo - que dizia conhecer dezenas de estabelecimentos de ensino do continente e ilhas - mantém-se viva através da Escola Básica 2,3 de São Domingos de Rana e da Biblioteca Municipal de Alcabideche, em Cascais, que foram baptizadas com o seu nome, tal como sucedeu a um prémio revelação na literatura infantil e juvenil instituído pela autarquia daquela vila em 1998. (Fonte: Agência Lusa)

quinta-feira, 6 de maio de 2010

PRÉMIO NACIONAL DE ILUSTRAÇÃO

Bernardo Carvalho venceu o Prémio Nacional de Ilustração 2009 pelas ilustrações do livro Depressa, Devagar. As duas menções especiais do júri foram para Marta Madureira, Livro dos medos e Madalena Matoso, Andar por aí.


Prémio Nacional de Ilustração: Bernardo Carvalho, Depressa, devagar.
o Júri destacou “…a integração gráfica e organicidade do livro que, num estilo aparentemente simples, cria um ritmo muito dinâmico, cinematográfico até, com composições de grande efeito e vários níveis de leitura.” (in Acta PNI 14ªed.) O Júri sublinhou a exemplar originalidade através do desdobramento da personagem em duas figuras que jogam com o sentido das palavras depressa e devagar, bem como o uso feliz e eficaz da paleta cromática.


Menção especial: Marta Madureira, Livro dos medos.
O Júri realçou “…a grande intensidade plástica, a ludicidade da ilustração e o vocabulário gráfico rico, surpreendente e original.” Chamou ainda a atenção para a relação muito produtiva que a imagem estabelece com a palavra.
 Menção especial: Madalena Matoso, Andar por aí.
O Júri destacou “…o modo como a narrativa vai sendo construída com um movimento original que aproveita de forma lúdica o próximo e o longínquo, no fundo despertando para diferentes modos de ver”. Referiu ainda o registo poético do conjunto, que integra de forma magnífica o texto e a imagem. (Ler mais)

sexta-feira, 16 de abril de 2010

O ESTRANHO MUNDO DE JACK

A história que inspirou o filme com o mesmo título, é já um clássico infantil e conta-nos a história de Jack Esquelético numa assustadora véspera de Natal.

Uma noite, enquanto passeia entediado na floresta de Halloween, Jack encontra algo que nunca vira antes: uma porta esculpida numa árvore. Ao abri-la, Jack entra no mundo alegre e cintilante da Cidade do Natal!
Maravilhado com tanta luz e animação, Jack decide raptar o Pai Natal e levá-lo para Halloween, planeando as mais medonhas traquinices para a véspera de Natal.
Um mundo fantástico e irreverente que promete tantas gargalhadas como sustos!

Tim Burton , um dos cineastas mais aclamados e controversos de Hollywood, divide a sua carreira entre grandes êxitos de bilheteira, como Eduardo Mãos de Tesoura (1990) ou O Estranho Mundo de Jack (1992) – a sua primeira longa-metragem de animação –, e projectos marginais mais arriscados, tendo criado algumas das obras cinematográficas de referência das últimas décadas.


Escritor, produtor e realizador, Tim Burton continua a deliciar leitores e espectadores de todas as idades pelo mundo inteiro com o seu universo fantástico e sombrio, inspirado nos ambientes góticos de Edgar Allan Poe e habitado por estranhas criaturas.


Burton é também autor de A Morte Melancólica do Rapaz Ostra & Outras Estórias, publicado pela Antígona.
À venda nas livrarias a partir de 29 de Abril (Fonte: Editora Orfeu Negro)

terça-feira, 13 de abril de 2010

Lágrimas de crocodilo

de André François.

 A Bruaá apresenta um dos livros mais icónicos e revolucionários do século XX. Cinquenta e quatro anos depois da sua primeira edição, podemos finalmente apreciar e embarcar nesta insólita viagem-explicação ou explicação-viagem que ninguém se vai importar de repetir... até às lágrimas.
 
Um livro com um design ainda inovador para os nossos dias e com um texto sempre actualíssimo. Que bom! (E como, mais uma vez, me deitei a adivinhar com as pistas que o Miguel vai pondo no blogue, parece que vou receber um exemplar ainda quentinho. Que sorte!)

quarta-feira, 24 de março de 2010

Prémio Hans Christian Andersen 2010

Foram anunciados ontem, na Feira do Livro Infantil de Bolonha, os vencedores da edição de 2010.

Um Cantinho no ParaísoO Meu Pai é Um Homem-PássaroO Grande Jogo


O escritor David Almond é um escritor britânico de literatura infanto-juvenil que se dirige, essencialmente, a um público juvenil  querido do público e muito conceituado em todo o mundo. Recebeu inúmeros prémios de prestígio, entre os quais The Carnegie Medal, o Whitbread Children’s Book Award ou o Smarties Book Award. 

Destes só li "O Segredo do Senhor Ninguém", história muito bonita, com o seu quê de mística e fantasia...

Já da ilustradora  Jutta Bauer, sou fã incondicional. Tenho-os todos...


Esta autora/ilustradora distingue-se pelo facto dos seus livros não terem um público com uma faixa etária específica. Aliás, afirma ela: "As histórias são como jarros. Elas oferecem uma forma mas todos os leitores - não importa se novos ou velhos - os enchem com as suas próprias experiências e histórias pessoais."

sábado, 5 de setembro de 2009

Editora online

A Bubok.Pt é a primeira editora online que edita qualquer livro sem encargos para o autor e está a tornar-se num caso de êxito. Foi lançada em Junho em Portugal, depois do sucesso que está a alcançar em Espanha e no nosso País publicou, em média, um livro por dia durante o mês de Agosto.

De acordo com Alexandre Lemos, um dos elementos da editora, trata-se de "um serviço simples de auto-publicação online que permite a qualquer pessoa a oportunidade de publicar e divulgar gratuitamente as suas obras, como livro de papel (através da tecnologia print-on-demand) e em formato digital (como e-book)".

Visite
http://www.bubok.pt/ e descubra como tornar o seu sonho realidade.

terça-feira, 21 de julho de 2009

ENCONTRO COM ESCRITOR OU ILUSTRADOR

O autor José António Gomes propõe um conjunto de reflexões breves e orientações cujo fundamental propósito é contribuir para a dignificação e requalificação de uma das actividades de promoção de leitura mais frequentes nos dias de hoje: os encontros de autores com o público infantil, em escolas e bibliotecas. Ler tudo aqui...