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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

LEITORES - UMA NECESSIDADE ENTRE OS PROFESSORES

http://bibliolectors.tumblr.com/
Si los lectores apasionados están al día en conocimientos, se desenvuelven con destreza buscando información, contextualizan, son excelentes transmisores de inquietudes y por tanto estimuladores natos de la creatividad, ¿por qué todos ellos no son educadores?

El simple sentido común indica que quien enseña debe, además de contar una experiencia pedagógica, conocer sobre diversos temas y saber como encausar las inquietudes que lógicamente surgen de seres humanos que están en el proceso de aprender.

Y es que no basta con conocer al dedillo determinada materia y ser suficientemente bueno para enseñar, sino se es capaz de relacionar permanentemente toda esa concentración de sabiduría con lo cotidiano que vive el educando, utilizando la lectura como el medio de apoyo más eficaz para la formación.

Hay que buscar que la enseñanza otorgue lecturas compatibles con la realidad del entorno de los escolares.

Es imperioso una constante actualización de la bibliografía literaria que se refiera a situaciones comunes en donde los balones de fútbol sean como frutas y caigan de los árboles, a personajes de los juegos de video que cobren vida para confrontar a sus fanáticos que tan buena es la esencia de esa distracción, a las biografías de los íconos de la música y el baile, pero también a quienes viven la presión de su grupo, en el maltrato, los que han hecho de sus miedos sus fantasmas, los que no pueden y necesitan encontrar a alguien como ellos y que sin saberlo están esperándolos sentados en alguna de la frases de un libro.

Estos son los profesores que necesita con urgencia esta sociedad. Seres que tengan como los mayordomos de los castillos, las llaves de todas las puertas y que sepan y estén dispuestos a abrirlas para entregar un título, un escritor, un personaje, una situación, algo preciso que oriente y que al ser leído, sirva de apoyo al débil equilibrio de quienes hasta ahora van aprendiendo caminar.

Para que la experiencia de ser estudiante sea fructífera y sirva para ir estableciendo inquietudes para proyectos de vida, se requiere que junto con los lectores – profesores, exista todo un proceso de estímulo por parte del Estado y el comercio editorial, con la creación de las facilidades de acceso y capacitación de los educadores al mundo de la bibliografía literaria.

Sólo así, los lectores – profesores podrán formar lectores para todas las profesiones y todos los oficios.

domingo, 16 de outubro de 2011

O TRABALHO DOS PROFESSORES É A GENEROSIDADE

Artigo de José Luís Peixoto, publicado na revista Visão de 13 de Outubro de 2011

Um ataque contra os professores é sempre um ataque contra nós próprios, contra o nosso futuro. Resistindo, os professores, pela sua prática, são os guardiões da esperança.

O mundo não nasceu connosco. Essa ligeira ilusão é mais um sinal da imperfeição que nos cobre os sentidos. Chegámos num dia que não recordamos, mas que celebramos anualmente; depois, pouco a pouco, a neblina foi-se desfazendo nos objectos até que, por fim, conseguimos reconhecer-nos ao espelho. Nessa idade, não sabíamos o suficiente para percebermos que não sabíamos nada. Foi então que chegaram os professores. Traziam todo o conhecimento do mundo que nos antecedeu. Lançaram-se na tarefa de nos actualizar com o presente da nossa espécie e da nossa civilização. Essa tarefa, sabemo-lo hoje, é infinita.
O material que é trabalhado pelos professores não pode ser quantificado. Não há números ou casas decimais com suficiente precisão para medi-lo. A falta de quantificação não é culpa dos assuntos inquantificáveis, é culpa do nosso desejo de quantificar tudo. Os professores não vendem o material que trabalham, oferecem-no. Nós, com o tempo, com os anos, com a distância entre nós e nós, somos levados a acreditar que aquilo que os professores nos deram nos pertenceu desde sempre. Mais do que acharmos que esse material é nosso, achamos que nós próprios somos esse material. Por ironia ou capricho, é nesse momento que o trabalho dos professores se efectiva. O trabalho dos professores é a generosidade.
Basta um esforço mínimo da memória, basta um plim pequenino de gratidão para nos apercebermos do quanto devemos aos professores. Devemos-lhes muito daquilo que somos, devemos-lhes muito de tudo. Há algo de definitivo e eterno nessa missão, nesse verbo que é transmitido de geração em geração, ensinado. Com as suas pastas de professores, os seus blazers, os seus Ford Fiesta com cadeirinha para os filhos no banco de trás, os professores de hoje são iguais de ontem. O acto que praticam é igual ao que foi exercido por outros professores, com outros penteados, que existiram há séculos ou há décadas. O conhecimento que enche as páginas dos manuais aumentou e mudou, mas a essência daquilo que os professores fazem mantém-se. Essência, essa palavra que os professores recordam ciclicamente, essa mesma palavra que tendemos a esquecer.
Um ataque contra os professores é sempre um ataque contra nós próprios, contra o nosso futuro. Resistindo, os professores, pela sua prática, são os guardiões da esperança. Vemo-los a dar forma e sentido à esperança de crianças e de jovens, aceitamos essa evidência, mas falhamos perceber que são também eles que mantêm viva a esperança de que todos necessitamos para existir, para respirar, para estarmos vivos. Ai da sociedade que perdeu a esperança. Quem não tem esperança não está vivo. Mesmo que ainda respire, já morreu.
Envergonhem-se aqueles que dizem ter perdido a esperança. Envergonhem-se aqueles que dizem que não vale a pena lutar. Quando as dificuldades são maiores é quando o esforço para ultrapassá-las deve ser mais intenso. Sabemos que estamos aqui, o sangue atravessa-nos o corpo. Nascemos num dia em que quase nos pareceu ter nascido o mundo inteiro. Temos a graça de uma voz, podemos usá-la para exprimir todo o entendimento do que significa estar aqui, nesta posição. Em anos de aulas teóricas, aulas práticas, no laboratório, no ginásio, em visitas de estudo, sumários escritos no quadro no início da aula, os professores ensinaram-nos que existe vida para lá das certezas rígidas, opacas, que nos queiram apresentar. Se desligarmos a televisão por um instante, chegaremos facilmente à conclusão que, como nas aulas de matemática ou de filosofia, não há problemas que disponham de uma única solução. Da mesma maneira, não há fatalidades que não possam ser questionadas. É ao fazê-lo que se pensa e se encontra soluções.
Recusar a educação é recusar o desenvolvimento.
Se nos conseguirem convencer a desistir de deixar um mundo melhor do que aquele que encontrámos, o erro não será tanto daqueles que forem capazes de nos roubar uma aspiração tão fundamental, o erro primeiro será nosso por termos deixado que nos roubem a capacidade de sonhar, a ambição, metade da humanidade que recebemos dos nossos pais e dos nossos avós. Mas espero que não, acredito que não, não esquecemos a lição que aprendemos e que continuamos a aprender todos os dias com os professores. Tenho esperança.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

PROFESSORES APAIXONADOS



"Professores e professoras apaixonados acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa que podem mover o mundo. Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências.

As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos. Não há pretexto que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato. Apaixonar-se sai caro!
Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria. Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, dos desrespeitos, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro. Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração. Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e nada mais.
Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar os esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar. A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável."


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

ACREDITAR QUE VALE A PENA...

"[E]nquanto educadores, não nos resta, pobres de nós, outro remédio, a não ser o optimismo. (...) quem sinta repugnância pelo optimismo deve deixar o ensino e não pretender pensar em que consiste a educação. Porque educar é crer na perfectibilidade humana, na capacidade inata de aprender e no desejo de saber que a anima, no haver coisas (símbolos, técnicas, valores, memórias, factos...) que podem ser sabidos e que merecem sê-lo, na possibilidade de nos podermos - nós, os homens -  melhorar uns aos outros por intermédio do conhecimento." (Savater, em "O  Valor de Educar, p. 25)



segunda-feira, 25 de outubro de 2010

PRESTE ATENÇÃO!

sábado, 23 de outubro de 2010

THE GIRL EFFECT

What if 600 million adolescent girls had the power to end poverty for themselves and the world?



Fez-me lembrar o impressionante discurso de Severn Suzuki nas Nações Unidas, e ainda, infelizmente, completamente actual!...

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

PROPOSTAS DE EXPLORAÇÃO PARA PAIS E EDUCADORES

Na "rentré" do ano escolar, não posso deixar de salientar a iniciativa de uma das nossas editoras de excelência: Propostas para exploração dos livros editados.

As pistas e propostas de trabalho que são apresentadas são apenas isso mesmo: propostas e pistas, pontos de partida, sugestões, pontapés de saída...
Não são “lições”, nem “fichas de trabalho”, não procuram respostas “certas” ou “erradas”, não são “obrigatórias”, nem se deseja que sejam levadas “à letra”.
Os autores/editores gostavam apenas que ajudassem pais, educadores, bibliotecários, professores... grandes e pequenos leitores, a melhor descobrirem os livros editados pela Planeta Tangerina.

Bom trabalho para todos!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

TECNOLOGIA OU METODOLOGIA?

Um conjunto de folhas brancas encadernadas ou um quadro preto sem nada escrito não se traduzem em recursos didácticos. O mesmo acontece com essa máquina extraordinária que é o computador comum.


Para o serem, têm de veicular conhecimentos, e de uma certa maneira: há regras a seguir para se construirem manuais, se usar o quadro, se produzir software para computador. Acresce que nenhum destes recursos dispensa o professor.

O computador, tal como o manual ou o quadro, pode ser um excelente suporte educativo, mas, para que isso aconteça, é preciso terem-se ideias concretas acerca dos conteúdos que os alunos devem adquirir e de "como se aprende", para se decidir "como os ensinar".


Odedecendo a estes requisitos, cada um destes recursos tem sentido no contexto escolar, o que não tem sentido é substituir-se os manuais e o quadro pelo computador, para se ensinarem as mesmas coisas da mesma maneira.


O humor ajuda a perceber esta ideia



Fonte:  De Rerum Natura

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

DIGITAL LEARNERS

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

LITERACIA MEDIÁTICA


A literacia mediática é a capacidade de aceder, compreender e apreciar, de forma crítica, diversos aspectos dos media e dos conteúdos mediáticos e de comunicar numa multiplicidade de contextos. Diz respeito a todos os media, incluindo televisão e cinema, rádio e música gravada, imprensa escrita, Internet e todas as demais tecnologias digitais.

Para podermos participar na sociedade da informação actual, temos de compreender como funcionam os diversos media (tradicionais e novos). Eis a razão pela qual a Comissão Europeia adoptou hoje (a pedido do Parlamento Europeu) orientações políticas instando os países da UE e a indústria a promoverem a literacia mediática na Europa mediante actividades que permitam aos cidadãos aceder, compreender e apreciar, de forma crítica, todos os media a que estão expostos, nomeadamente televisão e cinema, rádio, música, imprensa escrita, Internet e tecnologias da comunicação digitais.

A formação no domínio da literacia mediática pode melhorar a forma como os cidadãos se servem dos motores de pesquisa e ensinar às crianças em idade escolar como se faz um filme ou como funciona a publicidade. Nalguns países (por exemplo, Suécia, Irlanda e Reino Unido), a literacia mediática já faz parte do currículo escolar. O sítio Web kidSMART do Reino Unido ensina os jovens a utilizar de forma segura os sítios de contactos sociais. A educação é uma competência nacional, mas a Comissão convidou hoje os países da UE a lançarem um debate sobre a forma de atribuir à literacia mediática um lugar de destaque nas escolas.


terça-feira, 23 de junho de 2009

PORTAL DAS ESCOLAS



"Projecto-chave" do Plano Tecnológico da Educação
Portal das Escolas foi apresentado hoje
22.06.2009 - 19h34 Lusa, PÚBLICO
Chama-se Portal das Escolas. E está em funcionamento a partir de hoje. O Ministério da Educação considera-o "um dos projectos-chave do Plano Tecnológico da Educação". A ministra Maria de Lurdes Rodrigues descreve-o como uma ferramenta para melhorar “as condições de ensino e de aprendizagem para professores e alunos”.

A apresentação do Portal das Escolas (https://www.portaldasescolas.pt ) aconteceu esta manhã, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. Além de conteúdos educativos, promete-se informação “relevante sobre todas as escolas do país”. A saber: localização, contactos, órgãos de gestão, história e oferta educativa.

“Na primeira fase, o Portal das Escolas dirige-se sobretudo aos docentes, disponibilizando-lhes o acesso sem custos a um repositório com recursos educativos digitais, para o qual os próprios podem contribuir com conteúdos da sua autoria”, lê-se no site do projecto que se assume como “a maior rede colaborativa em linha da educação em Portugal”. O grande objectivo é fomentar “a produção, a partilha e a utilização de conteúdos digitais pela comunidade docente”.

Na cerimónia de hoje foram ainda assinados dois protocolos de cooperação do ME com os canais de televisão RTP e a SIC, que deverão disponibilizar conteúdos para acesso através do portal.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

ÉTICA DA INFORMAÇÃO NA ESCOLA


O autor da página é José Alberto Moreno, coordenador da Biblioteca da Escola Secundária/3 de Carregal do Sal, contexto de aplicação deste trabalho, desenvolvido no âmbito da disciplina de Gestão da Informação do 4º Curso de MGIBE da UAb.

Muitos parabéns pela iniciativa e pela qualidade do trabalho!

Para entrar, clicar na imagem!

terça-feira, 2 de junho de 2009

NUNCA MANDES A TUA FOTO PARA A INTERNET...

Este vídeo mostra de forma bem clara aos jovens (e não só) porque devem sempre ser muito cuidadosos com a informação pessoal que disponibilizam na Internet (para o Mundo...), incluindo imagens como óbvio...



Aquilo que parece uma brincadeira... pode tomar proporções inimagináveis...

sexta-feira, 22 de maio de 2009

BLiBiE - Blogue de Livros/Leitura, de Bibliotecas ou de Educação


Iniciou-se a Votação Popular para os BLiBiE (um BLiBiE é um Blogue de Livros/Leitura, de Bibliotecas ou de Educação) pretendem divulgar e incentivar a utilização da importante ferramenta que é um blogue na área da Promoção da Leitura e na Educação.

Votação aqui! Termina a 14 de Junho.

Os Prémios BLiBiE (um BLiBiE é um Blogue de Livros/Leitura, de Bibliotecas ou de Educação) pretendem divulgar e incentivar a utilização da importante ferramenta que é um blogue na área da Promoção da Leitura e na Educação.

Pretendemos que estes prémios sejam uma marca de respeito, reconhecimento e homenagem ao trabalho que os autores tiveram durante o ano de 2007/08, que as suas contribuições e esforços sejam ainda mais reconhecidas pela comunidade.

Ou seja, o processo de atribuição de prémios pretende ajudar a aumentar a importância dos blogues no campo da leitura e da educação e ajudar a tornar esse excelente trabalho conhecido pela população em geral, bem como servir de mote de inspiração para o que é possível fazer com o poder da Blogosfera.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

PROVAS DE AFERIÇÃO 2009



Na prova de aferição do 4º ano de 2009 a capacidade de utilização de uma biblioteca estava presente na questão 9, acompanhando uma fábula em que a biblioteca era um dos elementos.


E você já colocou as soluções na sua biblioteca, mostrando onde é que na sua biblioteca se pode responder às questões colocadas? E o marcador de livros com a tartaruga?!






"A conversa tomara, afinal, o rumo inverso do que a cegonha pretendia. Tanto quisera deslumbrar a tartaruga com os seus conhecimentos e acabara fazendo uma triste figura. A outra sabia muito mais do que ela! Isso irritava-a, mas também a enchia de curiosidade. Como é que, sem sair de casa, uma pessoa podia estar tão bem informada? Não resistiu a perguntar. A tartaruga riu-se.
– Como é que eu estou bem informada? É muito simples, cara amiga…
– Então explica.
– Não explico. Vem comigo e verás com os teus próprios olhos. Segue-me!
Lá foram então as duas, uma pela água e outra pelo ar. Depressa chegaram ao destino.
Uma gruta simpática, coberta de algas por fora e muito bem arranjada por dentro. Areia fofa, conchas, búzios e livros. Livros a não acabar mais! Uns de capa dura, outros de capa mole, com desenhos maravilhosos ou quase sem desenhos nenhuns, pequenos, médios, grandes, finos, grossos, delicados, resistentes, mínimos e descomunais!
– O segredo está aqui, na minha biblioteca. Não me desloco, mas viajo pelos caminhos da leitura. Só preciso de óculos, de curiosidade e de imaginação!"
Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, Três Fábulas, Lisboa, Caminho, 2007


Provas de Aferição (com soluções!): http://www.gave.min-edu.pt/np3/7.html

PS: só faltou a CDU nas estantes da BE !
Nota: nem PS (Post Scriptum) nem CDU (Classificação Decimal Universal) nem BE (Biblioteca Escolar) se referem a partidos políticos!

Retirado de: BIBLIOTEQUICES do Paulo I., sempre atento!

Qual é o teu livro preferido? - prova de aferição do 6º ano

Foi esse o tema da composição da Prova de aferição de Língua Portuguesa do 6º ano.

Claro que, dadas as nossas funções, gostámos muito do assunto escolhido. Talvez tivéssemos formulado a pergunta de outra forma, pois segundo consta alguns alunos perderam tempo na escolha dO livro favorito (pelos vistos têm mais do que um, como nós, aliás). Mas as questões orientadoras facilitam a redacção, assim como as sugestões para se tornar o texto mais interessante: no fundo trata-se de uma simples “ficha de leitura”.

composicao-provaafericao-6ano

Publicado por Bibliobeiriz em Maio 18, 2009

terça-feira, 19 de maio de 2009

CASA DAS CIÊNCIAS


Depois da Casa da Leitura, foi lançado um novo portal: a Casa das Ciências... O que seria de nós sem a Fundação Calouste Gulbenkian?...

O presente projecto, um portal para professores de Ciência, surge na sequência desta lógica e é um veículo integrador e amplificador dos esforços actuais na utilização das tecnologias da Informação no processo de Ensino/Aprendizagem feitos por agentes muito diversos cujos resultados se encontram dispersos.
Este portal vai dar visibilidade e utilidade aos esforços de muitos docentes, reconhecendo-lhes o mérito que efectivamente têm, transformando-se num sítio web de referência para todos os professores de Ciência em língua portuguesa. Aqui!

Todos os utilizadores registados poderão:
- Utilizar os materiais aqui depositados, sabendo que todos foram previamente avaliados sob o ponto de vista científico e didáctico;
- Encontrar endereços de outros portais relevantes, depois de analisados, escolhidos e comentados;
- Depositar os materiais que desenvolveram, para as suas aulas, para poderem partilhar a sua utilização com outros professores;
- Debater problemas educativos específicos;
- Verter as suas experiências num debate alargado;
- Procurar instrumentos de auto formação.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

EDGAR MORIN - Conhecimento sobre o próprio Conhecimento


O filósofo e sociólogo francês Edgar Morin defende uma "reforma radical" do modelo de ensino nas universidades e escolas, salientando a necessidade de passar da actual 'hiperespecialização' para uma aprendizagem que "integre as várias áreas do conhecimento".

Edgar Morin, considerado um dos maiores pensadores vivos, defende que apenas com esta mudança de paradigma no ensino as pessoas serão "capazes de compreender e enfrentar os problemas fundamentais da humanidade, cada vez mais complexos e globais".

Em entrevista à Lusa antes da sua vinda a Lisboa para participar num colóquio promovido sexta-feira pelo Instituto Piaget sobre os problemas estruturais dos actuais modelos de ensino, o filósofo francês considera que o modelo actual leva a "negligenciar a formação integral e não prepara os alunos para mais tarde enfrentarem o imprevisto e a mudança". "Temos a necessidade de reformar radicalmente o actual modelo de ensino nas universidades e escolas secundárias. Porquê? Porque actualmente o conhecimento está desintegrado em fragmentos disjuntos no interior das disciplinas, que não estão interligadas entre si e entre as quais não existe diálogo", sublinha.

"Cursos de conhecimento sobre o próprio conhecimento"

O filósofo, de 88 anos, critica, por exemplo, que nas escolas e universidades "não exista um ensino sobre o próprio saber", ou seja, sobre "os enganos, ilusões e erros que partem do próprio conhecimento", defendendo a necessidade de criar "cursos de conhecimento sobre o próprio conhecimento".

O autor de "Os Sete saberes para a Educação do Futuro, Educar para a Era Planetária" lamenta, igualmente, que a "condição humana está totalmente ausente" do ensino: "Perguntas como 'o que significa ser humano?' não são ensinadas", critica.

Por outro lado, Morin acredita que a "excessiva especialização" no ensino e nas profissões produz "um conhecimento incapaz de gerar uma visão global da realidade", uma 'inteligência cega'".

"Conhecer apenas fragmentos desagregados da realidade faz de nós cegos e impede-nos de enfrentar e compreender problemas fundamentais do nosso mundo enquanto humanos e cidadãos, e isto é uma ameaça para a nossa sobrevivência", defende.

"O que proponho é fornecer [aos alunos] as ferramentas de conhecimento para serem capazes de ligar os saberes dispersos", explica.



Sobre a escolha de área que os alunos portugueses têm de fazer no 10º ano, Edgar Morin é peremptório: "Não concordo. Antes de escolherem uma especialização, todos deveriam ter, durante um ou dois anos, cadeiras comuns de cultura geral", em que "devem ser abordados problemas fundamentais do conhecimento, da racionalidade, simplicidade, complexidade e os problemas fundamentais da civilização actual", precisa. "Só depois de aprenderem a desenvolver as capacidades mentais para atacar os problemas gerais é que deveriam poder escolher o que querem seguir".

Isto porque, garante Morin, "está demonstrado que a capacidade de tratar bem os problemas gerais favorece a resolução de problemas específicos", lembrando que a maioria dos grandes cientistas do século XX, como Einstein ou Eisenberg, "além de especialistas, tinham uma grande cultura filosófica e literária".

"Um bom cientista é alguém que procura ideias de outros campos do conhecimento para fecundar a sua disciplina", afirma, sublinhando que "todos os grandes descobrimentos se fazem nas fronteiras das disciplinas".

Garante também que "apesar de em muitas universidades norte-americanas existir maior flexibilidade no que toca ao modelo ensino", nos Estados Unidos existe o "mesmo problema que na Europa". (Fonte: Público)

domingo, 3 de maio de 2009

A GUERRA NÃO É UM BRINQUEDO

Transmitir valores de respeito, pensar na solidariedade, construir uma escultura pela paz. Objectivos de "A guerra não é um brinquedo", uma iniciativa da Amnistia Internacional de Portugal.

A metodologia de trabalho está definida e pretende envolver a comunidade escolar do 1.º ciclo do Ensino Básico de todo o país. Reflectir sobre os diferentes rostos da violência. Escrever um parágrafo ou fazer um desenho sobre o que significa brincar. Explicar as palavras escritas ou as ilustrações feitas. Ler uma carta de sensibilização com os pais. Decidir se há ou não vontade de entregar um brinquedo bélico para a construção de uma escultura pela paz. "A guerra não é um brinquedo" é o nome de uma iniciativa da Amnistia Internacional de Portugal, no âmbito da campanha "Controlar as armas", que já anda no terreno.
(Fonte: Educare.pt)

Para inspirar o trabalho com os alunos, algumas sugestões:

Um barco no céu (Quentin Blake, editado pela Kalandraka)
Tematizando o humanismo e propondo o sonho de um mundo melhor, mais justo, mais livre e mais tolerante, Um barco no céu é um álbum que, de uma forma simples, reflecte sobre conceitos abstractos como a guerra, a injustiça, a opressão, a violência, a fome e dá conta do desejo das crianças de construírem um mundo melhor, alterando comportamentos e a relação entre os homens. Relatando uma viagem num extraordinário barco voador destinado a salvar aqueles que, pelo mundo fora, sofrem as consequências das acções terríveis do homem, o livro dá uma mensagem de esperança que resulta também do facto de, para a sua elaboração, o autor, um dos mais reconhecidos ilustradores e cartonistas britânicos, ter recebido a colaboração de muitas centenas de crianças cujo nome surge gravado nas guardas da publicação.


A Guerra (
Anaïs Vaugelade (ilustrador), Anaïs Vaugelade, editado pela Âmbar)
O álbum apresenta-se como uma narrativa de cariz antibelicista, tratando a temática da guerra de forma gen
érica. De forma metafórica, jogando com o simbolismo e a rivalidade entre as diferentes cores, reinos e indivíduos, o texto obriga a uma reflexão sobre a inutilidade da guerra e as suas consequências negativas na vida das pessoas. Papel decisivo na intriga é desempenhado por Fabiano, que, simultaneamente perseguido pelos Vermelhos (acusado da morte do seu príncipe Júlio) e expulso do Reino pelos azuis (acusado pelo pai de falta de vergonha), decide desafiar conjuntamente os dois exércitos inimigos em nome de um terceiro Rei (o dos amarelos). Os dois exércitos ameaçados decidem juntar forças e coligar-se, passando de inimigos a aliados, e aguardar Fabiano e as suas tropas, que nunca aparecem. Com o passar do tempo, os acampamentos dos soldados transformam-se numa única aldeia, simultaneamente azul e vermelha e as diferenças que os separavam, até do ponto de vista da cor, apagam-se progressivamente. Fabiano acaba por tornar-se rei dos amarelos e durante o seu reinado nunca houve qualquer guerra.

Ynari - A menina das cinco tranças (Ondjaki, Danuta Wojciechowska (ilustrador), editado pela Caminho)
Esta é uma história protagonizada por uma menina, como o título sugere, co-adjuvada por um homem pequenino que encontrou no capim alto, um amigo que transforma as armas em barro e que acaba por conduzir a heroína num percurso de descoberta do valor simultaneamente relativo e infinito das palavras. Propondo uma viagem até ao continente africano e um ingresso no seu espaço natural quente e colorido, pontuado de pequenas aldeias, de «peixes a saltar da água», de pássaros verdes e de palancas negras gigantes, Ynari, porque «cada um tem de descobrir a sua magia», percebe que é nas suas cinco tranças que se esconde a possibilidade de reordenar ou apaziguar pequenos mundos em conflito. Com as suas cinco tranças, Ynari visita cinco aldeias, aqui a representar simbolicamente os cinco continentes, oferece as suas cinco tranças e concretiza a palavra “permuta”, delidindo a violência (aí instalada pela ausência de ouvir, falar, ver, cheirar e sentir o sabor) e estabelecendo a paz. A trajectória maravilhosa de Ynari e do seu companheiro de pequena estatura perfaz, assim, um roteiro de ligação ao Outro e de participação na construção de um mundo melhor, linha ideotemática que sustenta toda a construção artística deste livro.
(Fonte: Casa da Leitura)