terça-feira, 9 de dezembro de 2008

ADIVINHA QUANTO EU GOSTO DE TI

Porque as Artes gostam de conviver... UM LIVRO, UMA MÚSICA!

(Já está no saco do Pai Natal...)


Neste livro, a Pequena Lebre Castanha e a Grande Lebre Castanha mostram como o amor não é fácil de medir e de transmitir.

"A pequena lebre cor de avelã, que ia deitar-se, agarrou-se firmemente às longas orelhas da grande lebre cor de avelã. Queria ter a certeza de que a grande lebre cor de avelã estava a ouvi-la: “Adivinha quanto gosto de ti.”, disse ela.“Oh, não sei se sou capaz de adivinhar isso.”, disse a grande lebre cor de avelã.“Isto tudo.”, disse a pequena lebre cor de avelã, esticando os braços para os lados tão longe quanto podia. A grande lebre cor de avelã tinha os braços ainda mais compridos.“Mas eu gosto de ti isto tudo.”, disse.Hmmm… Isso é muito, pensou a pequena lebre cor de avelã. “Gosto de ti tão alto quanto consigo alcançar.”, disse a pequena lebre cor de avelã.“Eu gosto de ti tão alto quanto eu consigo alcançar.”, disse a grande lebre cor de avelã.Isso é mesmo muito alto, pensou a pequena lebre cor de avelã. Quem me dera ter braços assim. Então, a pequena lebre cor de avelã teve uma boa ideia. Fez o pino e chegou com os pés ao tronco da árvore. “Gosto de ti até à ponta dos meus pés!”, disse.“E eu gosto de ti até à ponta dos teus pés.”, disse a grande lebre cor de avelã, balançando-a no ar.“Gosto de ti tão alto quanto consigo saltar!”, disse a pequena lebre cor de avelã rindo e saltitando.“Mas eu gosto de ti tão alto quanto eu consigo saltar.”, sorriu a grande lebre cor de avelã e saltou tão alto que as suas orelhas tocaram nos ramos da árvore.
Que belos saltos, pensou a pequena lebre cor de avelã. Quem me dera conseguir saltar assim. “Gosto de ti por aquele caminho abaixo, até ao rio.”, gritou a pequena lebre cor de avelã.“Gosto de ti até depois do rio e das montanhas.”, disse a grande lebre cor de avelã.
Isso é muito longe, pensou a pequena lebre cor de avelã. Já estava tão ensonada que mal conseguia pensar. Então, olhou a grande noite escura por entre os arbustos. Nada poderia estar tão longe quanto o céu. “Gosto de ti até à Lua.”, disse, fechando os olhos.“Oh, isso é longe.”, disse a grande lebre cor de avelã. “Isso é mesmo muito longe.” A grande lebre cor de avelã deitou a pequena lebre cor de avelã na sua cama de folhas. Inclinou-se sobre ela e deu-lhe um beijo de boas-noites.Então, deitou-se bem perto e sussurrou com um sorriso “Gosto de ti até à Lua… e de volta até à Terra.”








Já pensei dar-te uma flor,
com um bilhete,
Mas nem sei o que escrever
Sinto as pernas a tremer
Quando sorris para mim,
Quando deixo de te ver
Vem jogar comigo um jogo
Eu por ti e tu por mim
Fecha os olhos e adivinha
Quanto é que eu gosto de ti

Gosto de ti desde aqui até à Lua
Gosto de ti desde a Lua até aqui
Gosto de ti simplesmente porque gosto
E é tão bom viver assim

Ando a ver se me decido
Como te vou dizer, como hei-de te contar
Até Já fiz um avião
Com um papel azul
Mas voou da minha mão
Quantas vezes eu parei à tua porta
Quantas vezes nem olhaste para mim
Quantas vezes eu pedi que adivinhasses
Quanto é que eu gosto de ti...

Adivinha quanto gosto de ti – André Sardet




OBRIGADA, QUERIDO(a) ANÓNIMO (a)!

1 comentário:

Anónimo disse...

Margarida, a propósito deste livro vê o vídeo em http://www.youtube.com/watch?v=rigYTeVQ6dg&feature=channel_page