quarta-feira, 9 de abril de 2008

O BICHAROCO QUE ERA OCO


Estamos perante um álbum narrativo que, sob a aparência de um jogo, permite acompanhar o processo de metamorfose da borboleta, explorando as várias possibilidades que a ideia do mistério do casulo (e também do desconhecimento) e do segredo que esconde abrem ao leitor. Assim, são várias as possibilidades sugeridas para a transformação do bicharoco que, aos poucos, vai revelando pistas sobre a sua espécie e sobre a sua peculiar personalidade. Destaque-se o cuidado grafismo e design da publicação, assim como as ilustrações de Carla Pott que, no estilo que lhe é habitual, marcado pela variedade cromática e pelas formas muito arredondadas, ajuda a construir a narrativa, sugerindo várias hipóteses de leitura e adiando a descoberta do segredo até ao final.


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