domingo, 19 de setembro de 2010

PEP BRUNO NAS PALAVRAS ANDARILHAS



Desta vez, só passei por lá quase de fugida...

Mas, como sempre, VALEU A PENA!






Voltar a ouvir o Ângelo Torres e o Luís Carmelo e conhecer o FENOMENAL contador que é Pep Bruno, fizeram o saltinho a Beja ser uma óptima opção para um fim de semana a fechar o Verão!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

EVA

Em Brighton, EVA estará em forma de livro e filme de animação na galeria da Universidade de Brighton, o projecto final de mestrado da Margarida Botelho. Quentinho e lindo, como sempre!

domingo, 5 de setembro de 2010

IT'S A BOOK!



Um miminho delicioso da Ana C.
Muito obrigada, amiga!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

PROPOSTAS DE EXPLORAÇÃO PARA PAIS E EDUCADORES

Na "rentré" do ano escolar, não posso deixar de salientar a iniciativa de uma das nossas editoras de excelência: Propostas para exploração dos livros editados.

As pistas e propostas de trabalho que são apresentadas são apenas isso mesmo: propostas e pistas, pontos de partida, sugestões, pontapés de saída...
Não são “lições”, nem “fichas de trabalho”, não procuram respostas “certas” ou “erradas”, não são “obrigatórias”, nem se deseja que sejam levadas “à letra”.
Os autores/editores gostavam apenas que ajudassem pais, educadores, bibliotecários, professores... grandes e pequenos leitores, a melhor descobrirem os livros editados pela Planeta Tangerina.

Bom trabalho para todos!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

OBESIDADE MENTAL

A Obesidade Mental - Andrew Oitke

Por João César das Neves - 26 de Fev 2010

O prof.  Andrew Oitke publicou o seu polémico livro «Mental Obesity», que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral.
Nessa obra, o catedrático de Antropologia em Harvard introduziu o conceito em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema da sociedade moderna.
«Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de gordura física por uma alimentação desregrada.
Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da informação e conhecimento estão a criar problemas tão ou mais sérios que esses.»
Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono.
As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos tacanhos, condenações precipitadas.
Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada.
Os cozinheiros desta magna "fast food" intelectual são os jornalistas e comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e realizadores de cinema.
Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do espírito, as revistas e romances são os donuts da imaginação.»
O problema central está na família e na escola.
«Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se comerem apenas doces e chocolate.
Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e telenovelas.
Com uma «alimentação intelectual» tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção, é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida saudável e equilibrada.»
Um dos capítulos mais polémicos e contundentes da obra, intitulado "Os Abutres", afirma:
«O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das realizações humanas. 
A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular.»
O texto descreve como os repórteres se desinteressam da realidade fervilhante, para se centrarem apenas no lado polémico e chocante.
«Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.»
Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura.
«O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades.
Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy.
Todos dizem que a Capela Sistina tem tecto, mas ninguém suspeita para que é que ela serve.
Todos acham que Saddam é mau e Mandella é bom, mas nem desconfiam porquê.
Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto».
As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras.
«Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência.
A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil, paradoxal ou doentia.
Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo.
Não se trata de uma decadência, uma «idade das trevas» ou o fim da civilização, como tantos apregoam.
É só uma questão de obesidade.
O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos.
O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos.
Precisa sobretudo de dieta mental.»

Obrigada, Fátima. 

sábado, 24 de julho de 2010

SMART SOLUTIONS... UMA APOSTA GANHA!

Terminou hoje a formacao "Utilizacao de ferramentas TIC em contextos educativos" que frequentei em Malta, ao abrigo do programa Comenius. Foi uma experiencia fantastica. Na apresentacao do trabalho de grupo final, repeti Stop-Motion (Top no1 neste percurso de aprendizagem) numa experiencia trilingue que pretendemos desenvolver no futuro, utilizando portugues, ingles e flamengo.
Pode saber mais sobre este projecto aqui: http://belgiumandportugalcreativewriting.wikispaces.com/
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quarta-feira, 21 de julho de 2010

FROM MALTA... CATS' LOVE STORY

sábado, 10 de julho de 2010

sexta-feira, 9 de julho de 2010

NÃO SOU DAQUI!



Um estado de alma... Férias, precisam-se!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

SOMOS ANIMAIS LEITORES

"Estamos a destruir o valor do acto intelectual"

ENTREVISTA COM ALBERTO MANGUEL

A sua obra está toda ela dedicada ao lado maravilhoso da leitura, do acto de ler. A sua paixão pela leitura vem de onde? Nasce-se leitor ou uma pessoa torna-se leitora?

Penso que somos animais leitores. Vimos ao mundo com uma certa consciência de nós próprios e do que nos rodeia e temos a impressão de que tudo nos conta histórias: a paisagem, o rosto dos outros, o céu, em tudo encontramos linguagem. Tentamos desentranhá-la, tentamos lê-la. Nesse sentido, não podemos existir enquanto seres humanos sem a leitura. Inventámos a linguagem escrita, a linguagem oral, para tentarmos comunicar essa experiência do mundo, para nos contarmos histórias e através delas, falar dessa experiência. No meu caso, o conhecimento do mundo passou sempre pelos livros. Tive uma infância um pouco particular: o facto de o meu pai pertencer ao corpo diplomático fez com que viajássemos muito e que eu não tivesse nenhum sítio onde me sentisse em casa. A minha casa estava nos livros. Regressar à noite aos livros que conhecia, abri-los e constatar com imenso alívio que o mesmo conto continuava na mesma página, com a mesma ilustração, dava-me uma certa segurança e um certo sentido do lar.

Mas nem toda a gente é leitora...

Nem toda a gente é leitora, mas acho que, no fundo, é porque as circunstâncias fazem que não sejamos todos leitores. A possibilidade está em todos nós. O que quero dizer é que suponho que há pessoas que nunca se apaixonam, suponho que há pessoas que nunca viajam, suponho que há pessoas que não têm uma certa experiência do mundo. E da mesma maneira, existem muitas pessoas que não são leitoras. Mas a possibilidade está dentro de nós.A proporção de leitores numa dada sociedade nunca foi muito grande - seja na Idade Média, seja no Renascimento ou no século XX. Os leitores nunca foram a maioria. Se, por exemplo, todos os espectadores de um único jogo de futebol comprassem um livro, uma tarde, esse livro passaria a ser o best-seller mais espectacular da História da literatura.

Pensa que, para além de não haver muitos leitores, a leitura está a perder terreno neste momento?

O que está a perder terreno é a inteligência. Estamos a tornar-nos mais estúpidos porque vivemos numa sociedade na qual temos de ser consumidores para que essa sociedade sobreviva. E para ser consumidor, é preciso ser estúpido, porque uma pessoa inteligente nunca gastaria 300 euros num par de calças de ganga rasgadas. É preciso ser mesmo estúpido para isso.Essa educação da estupidez faz-se desde muito cedo, desde o jardim de infância. É preciso um esforço muito grande para diluir a inteligência das crianças, mas estamos a fazê-lo muito bem. Estamos a conseguir destruir aos poucos os sistemas educativos, éticos e morais, o valor do acto intelectual. (continuar a ler aqui...)