"Estamos a destruir o valor do acto intelectual"
ENTREVISTA COM ALBERTO MANGUEL
A sua obra está toda ela dedicada ao lado maravilhoso da leitura, do acto de ler. A sua paixão pela leitura vem de onde? Nasce-se leitor ou uma pessoa torna-se leitora?
Penso que somos animais leitores. Vimos ao mundo com uma certa consciência de nós próprios e do que nos rodeia e temos a impressão de que tudo nos conta histórias: a paisagem, o rosto dos outros, o céu, em tudo encontramos linguagem. Tentamos desentranhá-la, tentamos lê-la. Nesse sentido, não podemos existir enquanto seres humanos sem a leitura. Inventámos a linguagem escrita, a linguagem oral, para tentarmos comunicar essa experiência do mundo, para nos contarmos histórias e através delas, falar dessa experiência. No meu caso, o conhecimento do mundo passou sempre pelos livros. Tive uma infância um pouco particular: o facto de o meu pai pertencer ao corpo diplomático fez com que viajássemos muito e que eu não tivesse nenhum sítio onde me sentisse em casa. A minha casa estava nos livros. Regressar à noite aos livros que conhecia, abri-los e constatar com imenso alívio que o mesmo conto continuava na mesma página, com a mesma ilustração, dava-me uma certa segurança e um certo sentido do lar.
Mas nem toda a gente é leitora...
Nem toda a gente é leitora, mas acho que, no fundo, é porque as circunstâncias fazem que não sejamos todos leitores. A possibilidade está em todos nós. O que quero dizer é que suponho que há pessoas que nunca se apaixonam, suponho que há pessoas que nunca viajam, suponho que há pessoas que não têm uma certa experiência do mundo. E da mesma maneira, existem muitas pessoas que não são leitoras. Mas a possibilidade está dentro de nós.A proporção de leitores numa dada sociedade nunca foi muito grande - seja na Idade Média, seja no Renascimento ou no século XX. Os leitores nunca foram a maioria. Se, por exemplo, todos os espectadores de um único jogo de futebol comprassem um livro, uma tarde, esse livro passaria a ser o best-seller mais espectacular da História da literatura.
Pensa que, para além de não haver muitos leitores, a leitura está a perder terreno neste momento?
O que está a perder terreno é a inteligência. Estamos a tornar-nos mais estúpidos porque vivemos numa sociedade na qual temos de ser consumidores para que essa sociedade sobreviva. E para ser consumidor, é preciso ser estúpido, porque uma pessoa inteligente nunca gastaria 300 euros num par de calças de ganga rasgadas. É preciso ser mesmo estúpido para isso.Essa educação da estupidez faz-se desde muito cedo, desde o jardim de infância. É preciso um esforço muito grande para diluir a inteligência das crianças, mas estamos a fazê-lo muito bem. Estamos a conseguir destruir aos poucos os sistemas educativos, éticos e morais, o valor do acto intelectual. (continuar a ler aqui...)
quarta-feira, 7 de julho de 2010
terça-feira, 6 de julho de 2010
Morreu a Tila, a escritora que defendeu os direitos das crianças
A escritora Matilde Rosa Araújo, que morreu hoje aos 89 anos, ficará para sempre ligada à docência, à literatura infantil e à defesa dos direitos das crianças numa longa e premiada carreira literária.
Nos seus livros, a autora centrou-se sempre em três grandes eixos de orientação: a infância dourada, a infância agredida e a infância como projecto.
Em 2004, quando recebeu o Prémio de Carreira da SPA, Matilde Rosa Araújo afirmou à Lusa que "os jovens lhe ensinaram uma espécie de luz da vida", porque "o seu olhar é de uma verdade intensa e absoluta".
Entre os seus livros mais importantes para a infância contam-se "Os direitos das crianças", "O palhaço verde" e "O livro da Tila", nome pelo qual era conhecida entre os amigos.
Matilde Rosa Lopes de Araújo nasceu a 20 de Junho de 1921 numa Lisboa ainda rural, na quinta dos avós em Benfica, foi aluna de Jacinto do Prado Coelho e Vitorino Nemésio e colega de Sebastião da Gama, Luísa Dacosta, David Mourão-Ferreira e Urbano Tavares Rodrigues.
Licenciou-se em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica (1945) com uma tese em que o jornalismo era objecto de análise académica.
Enveredando pela carreira docente, foi professora do primeiro Curso de Literatura para a Infância na Escola do Magistério Primário de Lisboa, bem como do Ensino Técnico Profissional em diversas cidades do país: Lisboa, Barreiro, Portalegre, Elvas e Porto, onde ficou efectiva.
Ávida pelos jornais, Matilde Rosa Araújo foi colaboradora da imprensa nacional e regional, como A Capital, O Comércio do Porto, República, Diário de Lisboa, Diário de Notícias e Jornal do Fundão e nas revistas Távola Redonda, Graal, Árvore, Vértice, Seara Nova e Colóquio/Letras.
Desde cedo preocupada com os direitos das crianças, tornou-se sócia fundadora do Comité Português da UNICEF e do Instituto de Apoio à Criança e escreveu inúmeras vezes sobre a interesse da infância na educação e na criação literária para adultos e acerca da utilidade da literatura infanto-juvenil na formação dos mais novos.
Apesar da sua actividade em diferentes campos, foi sobretudo como escritora que Matilde Rosa Araújo se tornou mais conhecida, dado ter desenvolvido intensa actividade literária para o público adulto e infanto-juvenil, obtendo nesta área diversos galardões e tendo vários volumes publicados no estrangeiro.
A sua estreia na literatura teve lugar em 1943 com "A Garrana", uma história sobre a eutanásia com a qual venceu o concurso "Procura-se um Novelista", do jornal O Século, em cujo júri de encontrava Aquilino Ribeiro.
Para o público adulto escreveu também "Estrada Sem Nome", obra galardoada num concurso de contos da Faculdade de Letras, "Praia Nova", "O Chão e as Estrelas" e "Voz Nua".
Na literatura para crianças, o primeiro título publicado foi "O Livro da Tila" (1957) - escrito nas viagens de comboio entre Lisboa e Portalegre, onde leccionava, e cujos poemas foram musicados por Lopes Graça.
Seguiram-se "O Palhaço Verde", "História de um Rapaz", "O Sol e o Menino dos Pés Frios", "O Reino das Sete Pontas", "História de uma Flor", "O Gato Dourado", "As Botas de Meu Pai", "As Fadas Verdes" e "Segredos e Brincadeiras" e os mais recentes "A saquinha da flor" e "Lucilina e Antenor", entre cerca de quatro dezenas de títulos.
Com ela colaboraram várias gerações de ilustradores portugueses, de Maria Keil a Gémeo Luís e a João Fazenda.
Em 2009, foi publicada a obra "Matilde Rosa Araújo - um olhar de menina", uma biografia romanceada da escritora com texto de Adélia Carvalho e ilustração de Marta Madureira.
Membro da Sociedade Portuguesa de Escritores (actual APE), Matilde Rosa Araújo ocupava um cargo directivo quando, em 1965, a instituição premiou o angolano José Luandino Vieira, então preso no Tarrafal, o que levou a PIDE a invadir as instalações e a demitir a direcção.
O Grande Prémio de Literatura para Criança da Fundação Calouste Gulbenkian (1980), que lhe foi atribuído ex-aequo com Ricardo Alberty, foi um dos primeiros entre os muitos que a sua obra literária viria a conquistar.
Em 1991, recebeu o Prémio para o Melhor Livro Estrangeiro da Associação Paulista de Críticos de Arte de São Paulo, Brasil, por "O Palhaço Verde", e cinco anos depois viu a obra de poesia "Fadas Verdes" ser distinguida com o prémio Gulbenkian para o melhor livro para a infância publicado no biénio 1994-1995.
Já em 1994, Matilde Rosa Araújo fora nomeada pela secção portuguesa do IBBY (Internacional Board on Books for Young People) para a edição de 1994 do Prémio Andersen, considerado o Nobel da Literatura para a Infância.
Em 2003, a escritora foi ainda condecorada, a 08 de Março, Dia da Mulher, pelo Presidente Jorge Sampaio, e em Novembro a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) decidiu, por unanimidade, agraciá-la com o Prémio Carreira (entregue em Maio de 2004), pela sua "obra de particular relevância no domínio da literatura infanto-juvenil".
"É uma generosidade muito grande por uma carreira que me deu mais a mim do que eu dei a ela", disse a escritora à agência Lusa na altura em que recebeu o prémio da SPA.
Matilde Rosa Araújo - que dizia conhecer dezenas de estabelecimentos de ensino do continente e ilhas - mantém-se viva através da Escola Básica 2,3 de São Domingos de Rana e da Biblioteca Municipal de Alcabideche, em Cascais, que foram baptizadas com o seu nome, tal como sucedeu a um prémio revelação na literatura infantil e juvenil instituído pela autarquia daquela vila em 1998. (Fonte: Agência Lusa)
Nos seus livros, a autora centrou-se sempre em três grandes eixos de orientação: a infância dourada, a infância agredida e a infância como projecto.
Em 2004, quando recebeu o Prémio de Carreira da SPA, Matilde Rosa Araújo afirmou à Lusa que "os jovens lhe ensinaram uma espécie de luz da vida", porque "o seu olhar é de uma verdade intensa e absoluta".
Entre os seus livros mais importantes para a infância contam-se "Os direitos das crianças", "O palhaço verde" e "O livro da Tila", nome pelo qual era conhecida entre os amigos.
Matilde Rosa Lopes de Araújo nasceu a 20 de Junho de 1921 numa Lisboa ainda rural, na quinta dos avós em Benfica, foi aluna de Jacinto do Prado Coelho e Vitorino Nemésio e colega de Sebastião da Gama, Luísa Dacosta, David Mourão-Ferreira e Urbano Tavares Rodrigues.
Licenciou-se em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica (1945) com uma tese em que o jornalismo era objecto de análise académica.
Enveredando pela carreira docente, foi professora do primeiro Curso de Literatura para a Infância na Escola do Magistério Primário de Lisboa, bem como do Ensino Técnico Profissional em diversas cidades do país: Lisboa, Barreiro, Portalegre, Elvas e Porto, onde ficou efectiva.
Ávida pelos jornais, Matilde Rosa Araújo foi colaboradora da imprensa nacional e regional, como A Capital, O Comércio do Porto, República, Diário de Lisboa, Diário de Notícias e Jornal do Fundão e nas revistas Távola Redonda, Graal, Árvore, Vértice, Seara Nova e Colóquio/Letras.
Desde cedo preocupada com os direitos das crianças, tornou-se sócia fundadora do Comité Português da UNICEF e do Instituto de Apoio à Criança e escreveu inúmeras vezes sobre a interesse da infância na educação e na criação literária para adultos e acerca da utilidade da literatura infanto-juvenil na formação dos mais novos.
Apesar da sua actividade em diferentes campos, foi sobretudo como escritora que Matilde Rosa Araújo se tornou mais conhecida, dado ter desenvolvido intensa actividade literária para o público adulto e infanto-juvenil, obtendo nesta área diversos galardões e tendo vários volumes publicados no estrangeiro.
A sua estreia na literatura teve lugar em 1943 com "A Garrana", uma história sobre a eutanásia com a qual venceu o concurso "Procura-se um Novelista", do jornal O Século, em cujo júri de encontrava Aquilino Ribeiro.
Para o público adulto escreveu também "Estrada Sem Nome", obra galardoada num concurso de contos da Faculdade de Letras, "Praia Nova", "O Chão e as Estrelas" e "Voz Nua".
Na literatura para crianças, o primeiro título publicado foi "O Livro da Tila" (1957) - escrito nas viagens de comboio entre Lisboa e Portalegre, onde leccionava, e cujos poemas foram musicados por Lopes Graça.
Seguiram-se "O Palhaço Verde", "História de um Rapaz", "O Sol e o Menino dos Pés Frios", "O Reino das Sete Pontas", "História de uma Flor", "O Gato Dourado", "As Botas de Meu Pai", "As Fadas Verdes" e "Segredos e Brincadeiras" e os mais recentes "A saquinha da flor" e "Lucilina e Antenor", entre cerca de quatro dezenas de títulos.
Com ela colaboraram várias gerações de ilustradores portugueses, de Maria Keil a Gémeo Luís e a João Fazenda.
Em 2009, foi publicada a obra "Matilde Rosa Araújo - um olhar de menina", uma biografia romanceada da escritora com texto de Adélia Carvalho e ilustração de Marta Madureira.
Membro da Sociedade Portuguesa de Escritores (actual APE), Matilde Rosa Araújo ocupava um cargo directivo quando, em 1965, a instituição premiou o angolano José Luandino Vieira, então preso no Tarrafal, o que levou a PIDE a invadir as instalações e a demitir a direcção.
O Grande Prémio de Literatura para Criança da Fundação Calouste Gulbenkian (1980), que lhe foi atribuído ex-aequo com Ricardo Alberty, foi um dos primeiros entre os muitos que a sua obra literária viria a conquistar.
Em 1991, recebeu o Prémio para o Melhor Livro Estrangeiro da Associação Paulista de Críticos de Arte de São Paulo, Brasil, por "O Palhaço Verde", e cinco anos depois viu a obra de poesia "Fadas Verdes" ser distinguida com o prémio Gulbenkian para o melhor livro para a infância publicado no biénio 1994-1995.
Já em 1994, Matilde Rosa Araújo fora nomeada pela secção portuguesa do IBBY (Internacional Board on Books for Young People) para a edição de 1994 do Prémio Andersen, considerado o Nobel da Literatura para a Infância.
Em 2003, a escritora foi ainda condecorada, a 08 de Março, Dia da Mulher, pelo Presidente Jorge Sampaio, e em Novembro a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) decidiu, por unanimidade, agraciá-la com o Prémio Carreira (entregue em Maio de 2004), pela sua "obra de particular relevância no domínio da literatura infanto-juvenil".
"É uma generosidade muito grande por uma carreira que me deu mais a mim do que eu dei a ela", disse a escritora à agência Lusa na altura em que recebeu o prémio da SPA.
Matilde Rosa Araújo - que dizia conhecer dezenas de estabelecimentos de ensino do continente e ilhas - mantém-se viva através da Escola Básica 2,3 de São Domingos de Rana e da Biblioteca Municipal de Alcabideche, em Cascais, que foram baptizadas com o seu nome, tal como sucedeu a um prémio revelação na literatura infantil e juvenil instituído pela autarquia daquela vila em 1998. (Fonte: Agência Lusa)
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Escrever um post consome tempo?
Quanto tempo demora escrever um post para um blog?
Desde procurar um assunto acerca do qual escrever, até à escrita propriamente dita, podem ser apontados os seguintes pontos ao longo desse processo:
* Revisão de fontes (blogs, feeds RSS, etc.);
* Leitura de itens cujo interesse/temática seja particularmente apreciado;
* Escolha de um item ou tema para escrita;
* Organização/estruturação mental dos pensamentos;
* Passagem desses pensamentos organizados para um texto escrito (acrescentamos ainda a selecção e atribuição de palavras-chave ou categorias);
* Uma “segunda” leitura ao texto para aferição do seu sentido e qualidade;
* Publicação
O tempo envolvido em todo o processo não é tão pouco como o que por vezes se pode julgar.
Resumidamente, envolve “reading and digesting and selecting and composing and editing”, sendo que “even a brief post rarely consumes just 10 minutes” (ver fonte).
Desde procurar um assunto acerca do qual escrever, até à escrita propriamente dita, podem ser apontados os seguintes pontos ao longo desse processo:
* Revisão de fontes (blogs, feeds RSS, etc.);
* Leitura de itens cujo interesse/temática seja particularmente apreciado;
* Escolha de um item ou tema para escrita;
* Organização/estruturação mental dos pensamentos;
* Passagem desses pensamentos organizados para um texto escrito (acrescentamos ainda a selecção e atribuição de palavras-chave ou categorias);
* Uma “segunda” leitura ao texto para aferição do seu sentido e qualidade;
* Publicação
O tempo envolvido em todo o processo não é tão pouco como o que por vezes se pode julgar.
Resumidamente, envolve “reading and digesting and selecting and composing and editing”, sendo que “even a brief post rarely consumes just 10 minutes” (ver fonte).
Lido aqui!
domingo, 30 de maio de 2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
UM PRESENTE DE UMA AMIGA ESPECIAL...
Este vídeo apresenta a ganhadora do programa "Ukraine’s Got Talent", Kseniya Simonova, de 24 anos, desenhando uma série de imagens sobre uma mesa de areia iluminada mostrando como as pessoas comuns foram afetadas pela invasão alemã durante a Segunda Guerra Mundial. O seu talento, que é claramente diferente, é fascinante de observar.
Ela começa criando uma cena com um casal sentado, segurando suas mãos, em um banco sob um céu estrelado. Mas, quando chegam os aviões de guerra, a feliz cena é desfeita.
Ela é substituída por um rosto de mulher chorando, mas quando chega uma criança, a mulher volta a sorrir. A guerra retorna novamente e a artista joga areia formando o caos, de onde o rosto de uma jovem aparece.
Ela rapidamente se transforma em uma velha viúva, com o rosto enrugado e triste, antes da imagem se transformar no monumento ao Soldado Desconhecido na Ucrânia.
Essa cena externa fica emoldurada por uma janela, como se o observador estivesse olhando para o monumento de dentro de uma casa.
Na cena final, uma mãe e uma criança aparecem do lado de dentro, com um homem parado do lado de fora da casa, pressionando sua mão sobre o vidro, dando adeus.
A Grande Guerra Patriótica, como é chamada na Ucrânia, resultou na morte de ¼ da população, com 8 a 11 milhões de mortos em uma população de 42 milhões de pessoas.
A artista Kseniya Simonova diz:
“Acho bastante difícil criar arte usando papel e lápis ou pincéis, mas usar areia e os dedos está além do meu entendimento. A arte, especialmente quando a guerra é usada como tema, chega a levar as pessoas às lágrimas. E não existe maior elogio do que este.”
Obrigada, querida Ana.
domingo, 16 de maio de 2010
A CASA
A casa ergue-se numa colina, nas proximidades de uma
aldeia. Sobreviveu a pragas, foi habitada por várias
gerações de uma família e, pedra sobre pedra, assistiu ao
passar dos anos, das décadas e dos séculos. Tornou-se
numa lenda, mas foi votada ao abandono, até que, no
século XX, voltou a renascer. A casa das vinte mil histórias
foi testemunha de mil e uma vicissitudes: felicidade e
desgraça, celebrações e colheitas, guerra e paz... Esta é a
sua história, de 1900 em diante, narrada por Patrick Lewis
em pinceladas poéticas de grande valor literário. As
ilustrações hiper-realistas do premiado artista Roberto
Innocenti fazem-nos viajar pelo tempo: desde as
mudanças sazonais até à transformação da paisagem,
passando pelos velhos costumes que vão mudando com o
avanço da tecnologia.
sábado, 8 de maio de 2010
CONTOS A DUAS VOZES
Ontem, em Pombal, tive o privilégio de ouvir, ao vivo e pela primeira vez, um contador de excelência, que só conhecia da sua antologia "Sementes ao vento", editado pela Escola João de Deus. Acompanhado por Charo Pita, Tim Bowley desenvolve este trabalho inovador de contar a duas vozes, em duas línguas um único conto que nos entra a dois tempos na cabeça e, sobretudo, no coração... Comovi-me, até porque, por sorte, eles escolheram um dos meus contos preferidos "Jack e a morte"
Para conhecer melhor estes contadores e o seu projecto, podemos ler aqui uma entrevista, também a duas vozes.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
PRÉMIO NACIONAL DE ILUSTRAÇÃO
Bernardo Carvalho venceu o Prémio Nacional de Ilustração 2009 pelas ilustrações do livro Depressa, Devagar. As duas menções especiais do júri foram para Marta Madureira, Livro dos medos e Madalena Matoso, Andar por aí.
Prémio Nacional de Ilustração: Bernardo Carvalho, Depressa, devagar.
o Júri destacou “…a integração gráfica e organicidade do livro que, num estilo aparentemente simples, cria um ritmo muito dinâmico, cinematográfico até, com composições de grande efeito e vários níveis de leitura.” (in Acta PNI 14ªed.) O Júri sublinhou a exemplar originalidade através do desdobramento da personagem em duas figuras que jogam com o sentido das palavras depressa e devagar, bem como o uso feliz e eficaz da paleta cromática.
Menção especial: Marta Madureira, Livro dos medos.O Júri realçou “…a grande intensidade plástica, a ludicidade da ilustração e o vocabulário gráfico rico, surpreendente e original.” Chamou ainda a atenção para a relação muito produtiva que a imagem estabelece com a palavra.
Menção especial: Madalena Matoso, Andar por aí.O Júri destacou “…o modo como a narrativa vai sendo construída com um movimento original que aproveita de forma lúdica o próximo e o longínquo, no fundo despertando para diferentes modos de ver”. Referiu ainda o registo poético do conjunto, que integra de forma magnífica o texto e a imagem. (Ler mais)
domingo, 2 de maio de 2010
sexta-feira, 23 de abril de 2010
DEUS É UMA BIBLIOTECA
El libro electrónico robará terreno al impreso, pero no podrá arrojarlo de nuestras vidas. Gutenberg no ha muerto, se ha metamorfoseado. Yo sigo viviendo en el laberinto de calles de mi biblioteca. (...)
Un libro también es un objeto, una materia, una representación, un símbolo, una dimensión. (...)Rollos, papiros, pergaminos, impresos, e-books, ordenadores, pendrives y cuanto la imaginación humana se invente, la lectura no dejará de crecer pues es la más pura esencia de la libertad.
César Antonio Molina es escritor y ex ministro de Cultura.
Maria Helena Vieira da Silva, "Biblioteca", 1949
Ler o artigo completo aqui
Un libro también es un objeto, una materia, una representación, un símbolo, una dimensión. (...)Rollos, papiros, pergaminos, impresos, e-books, ordenadores, pendrives y cuanto la imaginación humana se invente, la lectura no dejará de crecer pues es la más pura esencia de la libertad.
César Antonio Molina es escritor y ex ministro de Cultura.
Maria Helena Vieira da Silva, "Biblioteca", 1949
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