sexta-feira, 23 de abril de 2010

DEUS É UMA BIBLIOTECA

El libro electrónico robará terreno al impreso, pero no podrá arrojarlo de nuestras vidas. Gutenberg no ha muerto, se ha metamorfoseado. Yo sigo viviendo en el laberinto de calles de mi biblioteca. (...)
Un libro también es un objeto, una materia, una representación, un símbolo, una dimensión. (...)Rollos, papiros, pergaminos, impresos, e-books, ordenadores, pendrives y cuanto la imaginación humana se invente, la lectura no dejará de crecer pues es la más pura esencia de la libertad.
César Antonio Molina es escritor y ex ministro de Cultura.

Maria Helena Vieira da Silva, "Biblioteca", 1949

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domingo, 18 de abril de 2010

LER ESTÁ NA MODA...




Claro que adorei, mano, sobretudo por te lembrares de mim lá no outro lado do oceano.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

O ESTRANHO MUNDO DE JACK

A história que inspirou o filme com o mesmo título, é já um clássico infantil e conta-nos a história de Jack Esquelético numa assustadora véspera de Natal.

Uma noite, enquanto passeia entediado na floresta de Halloween, Jack encontra algo que nunca vira antes: uma porta esculpida numa árvore. Ao abri-la, Jack entra no mundo alegre e cintilante da Cidade do Natal!
Maravilhado com tanta luz e animação, Jack decide raptar o Pai Natal e levá-lo para Halloween, planeando as mais medonhas traquinices para a véspera de Natal.
Um mundo fantástico e irreverente que promete tantas gargalhadas como sustos!

Tim Burton , um dos cineastas mais aclamados e controversos de Hollywood, divide a sua carreira entre grandes êxitos de bilheteira, como Eduardo Mãos de Tesoura (1990) ou O Estranho Mundo de Jack (1992) – a sua primeira longa-metragem de animação –, e projectos marginais mais arriscados, tendo criado algumas das obras cinematográficas de referência das últimas décadas.


Escritor, produtor e realizador, Tim Burton continua a deliciar leitores e espectadores de todas as idades pelo mundo inteiro com o seu universo fantástico e sombrio, inspirado nos ambientes góticos de Edgar Allan Poe e habitado por estranhas criaturas.


Burton é também autor de A Morte Melancólica do Rapaz Ostra & Outras Estórias, publicado pela Antígona.
À venda nas livrarias a partir de 29 de Abril (Fonte: Editora Orfeu Negro)

terça-feira, 13 de abril de 2010

Lágrimas de crocodilo

de André François.

 Bruaá apresenta um dos livros mais icónicos e revolucionários do século XX. Cinquenta e quatro anos depois da sua primeira edição, podemos finalmente apreciar e embarcar nesta insólita viagem-explicação ou explicação-viagem que ninguém se vai importar de repetir... até às lágrimas.
 
Um livro com um design ainda inovador para os nossos dias e com um texto sempre actualíssimo. Que bom! (E como, mais uma vez, me deitei a adivinhar com as pistas que o Miguel vai pondo no blogue, parece que vou receber um exemplar ainda quentinho. Que sorte!)

domingo, 11 de abril de 2010

ILUSTRARTE 2009 - Até 18 de Abril

De uma enorme riqueza. pela sua diversidade e beleza, a ILUSTRARTE viu o alargado o prazo de abertura ao público.

Ainda bem porque assim ainda consegui deleitar-me com mais uma exposição fantástica, que ganhou com o enquadramento do Museu da Electricidade (apesar de ter alguma pena que tenha deixado o Barreiro...).

Obrigada à Rita pelo pretexto. Soube mesmo bem!

sábado, 3 de abril de 2010

JOANA VASCONCELOS... SEM REDE



ABSOLUTAMENTE EXTRAORDINÁRIO! Há muito que acompanho a carreira de Joana Vasconcelos mas nunca tinha tido oportunidade de ver as suas peças ao vivo. Todas as expectativas foram superadas - De toda a extraordinária exposição, salento como TOP 1 o corpo tentacular da peça «Contaminação», com cerca de 15 metros - é, de facto, um dos que se destacam, pelas cores e pela imensidão, entre as obras, na sua maioria de grandes dimensões, que a artista, de 38 anos, apresenta, pela primeira vez na sua totalidade.A partir daí é difícil/impossível hierarquizar...  Imperdível, no Museu Berardo, até 18 de Maio (entrada gratuita, o que também conta em tempos de crise).

quarta-feira, 31 de março de 2010

REDEFINING STANDARDS...

terça-feira, 30 de março de 2010

MAIS UM CAPUCHINHO VERMELHO...















 Kalo Varea

domingo, 28 de março de 2010

E SE EU FOSSE UM BICHO?


 Aproveitando o Dia Internacional do Livro Infantil e o Ano Internacional da Biodiversidadea DGLB lança um Passatempo que procura motivar as crianças para uma pesquisa sobre a variedade dos animais que povoam a terra, ao mesmo tempo que incentiva a criatividade, a imaginação e a escrita.

Regulamento do passatempo (descarregar)


Para acompanhar o passatempo foi preparada uma lista de sugestões de leitura – que, de alguma forma, se relacionam com animais – para a faixa etária a que o passatempo se destina. Essa lista irá sendo actualizada à medida que as Bibliotecas Municipais nos forem enviando (dsl@dglb.pt) a indicação dos 10 livros sobre animais mais requisitados pelas crianças em cada biblioteca.  

Cartaz Nacional elaborado por Madalena Matoso.

sábado, 27 de março de 2010

UM LIVRO ESPERA-TE. PROCURA-O - 2 DE ABRIL

IBBY (International Board on Books for Young Peopledivulga anualmente umamensagem (tradução) de incentivo à leitura dirigida às crianças de todo o mundo. Este ano coube à escritora espanhola Eliacer Cansino (Sevilha, 1954) a redacção da mensagem. O cartaz do IBBY é da autoria da ilustradora Noemí Villamuza (Palencia, 1971). 

Era uma vez
um barquinho pequenino,
que não sabia,
não podia
navegar.
Passaram uma, duas, três,
quatro, cinco, seis semanas,
e aquele barquinho,
aquele barquinho
navegou.

Antes de se aprender a ler aprende-se a brincar. E a cantar. Eu e os meninos da minha terra entoávamos esta cantiga quando ainda não sabíamos ler. Juntávamo-nos na rua, fazendo uma roda e, ao despique com as vozes dos grilos no Verão, cantávamos uma e outra vez a impotência do barquinho que não sabia navegar.
Às vezes construíamos barquinhos de papel, íamos pô-los nos charcos e os barquinhos desfaziam-se sem conseguirem alcançar nenhuma costa.
Eu também era um barco pequeno fundeado nas ruas do meu bairro. Passava as tardes numa açoteia vendo o sol esconder-se à hora do poente, e pressentia na lonjura – não sabia ainda se nos longes do espaço, se nos longes do coração – um mundo maravilhoso que se estendia para lá do que a minha vista alcançava.
Por detrás de umas caixas, num armário da minha casa, também havia um livro pequenino que não podia navegar porque ninguém o lia. Quantas vezes passei por ele, sem me dar conta da sua existência! O barco de papel, encalhado na lama; o livro solitário, oculto na estante, atrás das caixas de cartão.
Um dia, a minha mão, à procura de alguma coisa, tocou na lombada do livro. Se eu fosse livro, contaria a coisa assim: «Certo dia, a mão de um menino roçou na minha capa e eu senti que as minhas velas se desdobravam e eu começava a navegar».
Que surpresa quando, por fim, os meus olhos tiveram na frente aquele objecto! Era um pequeno livro de capa vermelha e marca-de-água dourada. Abri-o expectante como quem encontra um cofre e ansioso por conhecer o seu conteúdo. E não era para menos. Mal comecei a ler, compreendi que a aventura estava servida: a valentia do protagonista, as personagens bondosas, as malvadas, as ilustrações com frases em pé-de-página que observava uma e outra vez, o perigo, as surpresas…, tudo isso me transportou a um mundo apaixonante e desconhecido.
Desse modo descobri que para lá da minha casa havia um rio, e que atrás do rio havia um mar e que no mar, à espera de partir, havia um barco. O primeiro em que embarquei chamava-se Hispaniola, mas teria sido igual se se chamasse Nautilus, Rocinante, a embarcação de Sindbad ou a jangada de Huckleberry. Todos eles, por mais tempo que passe, estarão sempre à espera de que os olhos de um menino desamarrem as suas velas e os façam zarpar.
É por isso que… não esperes mais, estende a tua mão, pega num livro, abre-o, lê: descobrirás, como na cantiga da minha infância, que não há barco, por pequeno que seja, que em pouco tempo não aprenda a navegar.
ELIACER CANSINO
Tradução: José António Gomes




Eliacer Cansino Macías (Sevilha, 1954) é professor de Filosofia numa escola de Sevilha, desde 1980, e autor de romances para jovens e adultos. Em 1997, recebeu o Prémio Lazarillo por O Mistério Velázquez, recriação da vida do anão Nicolasillo Pertusato e da sua relação com Velázquez. Em 1992, foi-lhe outorgado o Prémio Internacional Infanta Elena pelo livro Eu, Robinsón Sánchez, tendo naufragado, obra que foi também finalista do Prémio Nacional de Literatura Infantil, de Espanha. Em 2009, recebeu o Prémio Anaya de Literatura Infantil e Juvenil por Um Quarto em Babel. O lápis que encontrou o seu nome (2005). Tem muitos outros títulos editados.