quarta-feira, 31 de março de 2010
terça-feira, 30 de março de 2010
domingo, 28 de março de 2010
E SE EU FOSSE UM BICHO?
| Aproveitando o Dia Internacional do Livro Infantil e o Ano Internacional da Biodiversidade, a DGLB lança um Passatempo que procura motivar as crianças para uma pesquisa sobre a variedade dos animais que povoam a terra, ao mesmo tempo que incentiva a criatividade, a imaginação e a escrita. Regulamento do passatempo (descarregar) |
Para acompanhar o passatempo foi preparada uma lista de sugestões de leitura – que, de alguma forma, se relacionam com animais – para a faixa etária a que o passatempo se destina. Essa lista irá sendo actualizada à medida que as Bibliotecas Municipais nos forem enviando (dsl@dglb.pt) a indicação dos 10 livros sobre animais mais requisitados pelas crianças em cada biblioteca. Cartaz Nacional elaborado por Madalena Matoso. |
sábado, 27 de março de 2010
UM LIVRO ESPERA-TE. PROCURA-O - 2 DE ABRIL
O IBBY (International Board on Books for Young People) divulga anualmente umamensagem (tradução) de incentivo à leitura dirigida às crianças de todo o mundo. Este ano coube à escritora espanhola Eliacer Cansino (Sevilha, 1954) a redacção da mensagem. O cartaz do IBBY é da autoria da ilustradora Noemí Villamuza (Palencia, 1971).
Era uma vez
um barquinho pequenino,
que não sabia,
não podia
navegar.
Passaram uma, duas, três,
quatro, cinco, seis semanas,
e aquele barquinho,
aquele barquinho
navegou.
Às vezes construíamos barquinhos de papel, íamos pô-los nos charcos e os barquinhos desfaziam-se sem conseguirem alcançar nenhuma costa.
Eu também era um barco pequeno fundeado nas ruas do meu bairro. Passava as tardes numa açoteia vendo o sol esconder-se à hora do poente, e pressentia na lonjura – não sabia ainda se nos longes do espaço, se nos longes do coração – um mundo maravilhoso que se estendia para lá do que a minha vista alcançava.
Por detrás de umas caixas, num armário da minha casa, também havia um livro pequenino que não podia navegar porque ninguém o lia. Quantas vezes passei por ele, sem me dar conta da sua existência! O barco de papel, encalhado na lama; o livro solitário, oculto na estante, atrás das caixas de cartão.
Um dia, a minha mão, à procura de alguma coisa, tocou na lombada do livro. Se eu fosse livro, contaria a coisa assim: «Certo dia, a mão de um menino roçou na minha capa e eu senti que as minhas velas se desdobravam e eu começava a navegar».
Que surpresa quando, por fim, os meus olhos tiveram na frente aquele objecto! Era um pequeno livro de capa vermelha e marca-de-água dourada. Abri-o expectante como quem encontra um cofre e ansioso por conhecer o seu conteúdo. E não era para menos. Mal comecei a ler, compreendi que a aventura estava servida: a valentia do protagonista, as personagens bondosas, as malvadas, as ilustrações com frases em pé-de-página que observava uma e outra vez, o perigo, as surpresas…, tudo isso me transportou a um mundo apaixonante e desconhecido.
Desse modo descobri que para lá da minha casa havia um rio, e que atrás do rio havia um mar e que no mar, à espera de partir, havia um barco. O primeiro em que embarquei chamava-se Hispaniola, mas teria sido igual se se chamasse Nautilus, Rocinante, a embarcação de Sindbad ou a jangada de Huckleberry. Todos eles, por mais tempo que passe, estarão sempre à espera de que os olhos de um menino desamarrem as suas velas e os façam zarpar.
É por isso que… não esperes mais, estende a tua mão, pega num livro, abre-o, lê: descobrirás, como na cantiga da minha infância, que não há barco, por pequeno que seja, que em pouco tempo não aprenda a navegar.
ELIACER CANSINO
Tradução: José António Gomes
Eliacer Cansino Macías (Sevilha, 1954) é professor de Filosofia numa escola de Sevilha, desde 1980, e autor de romances para jovens e adultos. Em 1997, recebeu o Prémio Lazarillo por O Mistério Velázquez, recriação da vida do anão Nicolasillo Pertusato e da sua relação com Velázquez. Em 1992, foi-lhe outorgado o Prémio Internacional Infanta Elena pelo livro Eu, Robinsón Sánchez, tendo naufragado, obra que foi também finalista do Prémio Nacional de Literatura Infantil, de Espanha. Em 2009, recebeu o Prémio Anaya de Literatura Infantil e Juvenil por Um Quarto em Babel. O lápis que encontrou o seu nome (2005). Tem muitos outros títulos editados.
quinta-feira, 25 de março de 2010
SEGREDO DE FAMÍLIA
Tengo un secreto: mi madre es un puercoespín, en realidad.
Fue así, un día me desperté más temprano que de costumbre... y ahí estaba.
por Isol, ilustradora argentina, de que só conhecia d' A história de Natal de Auggie Wren de Paul Auster.
Este segredo podia ser o nosso...
Mais uma descoberta maravilhosa apresentada pela Dora.
quarta-feira, 24 de março de 2010
Prémio Hans Christian Andersen 2010
Foram anunciados ontem, na Feira do Livro Infantil de Bolonha, os vencedores da edição de 2010.
O escritor David Almond é um escritor britânico de literatura infanto-juvenil que se dirige, essencialmente, a um público juvenil querido do público e muito conceituado em todo o mundo. Recebeu inúmeros prémios de prestígio, entre os quais The Carnegie Medal, o Whitbread Children’s Book Award ou o Smarties Book Award.
Destes só li "O Segredo do Senhor Ninguém", história muito bonita, com o seu quê de mística e fantasia...
Já da ilustradora Jutta Bauer, sou fã incondicional. Tenho-os todos...



Esta autora/ilustradora distingue-se pelo facto dos seus livros não terem um público com uma faixa etária específica. Aliás, afirma ela: "As histórias são como jarros. Elas oferecem uma forma mas todos os leitores - não importa se novos ou velhos - os enchem com as suas próprias experiências e histórias pessoais."
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segunda-feira, 22 de março de 2010
domingo, 21 de março de 2010
CONTAGIAR A ESPERANÇA...
Uma campanha de marketing promovida pela sociedade civil espanhola (fundacionconfianza) com o objectivo de contrariar o pessimismo generalizado em que a crise económica nos mergulhou... Muito interessante!
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sábado, 20 de março de 2010
quinta-feira, 18 de março de 2010
CÂMARA CLARA COM CRISTINA PAIVA
Imperdível!Na noite do Dia Mundial da Poesia (próximo domingo),o programa da RTP2, Câmara Clara, traz dois portugueses: José Carlos de Vasconcelos e CRISTINA PAIVA (actriz amiga por quem nutro a maior admiração pela escolha de um caminho difícil - que ela percorre como ninguém - em abono da Leitura, da Poesia, e não só) que calcorrearam o país levando consigo as vozes dos maiores poetas. Do Portugal anterior aos anos 70 às prisões do século XXI, a poesia teve e continua a ter, sempre, um efeito... surpreendente.
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