domingo, 28 de fevereiro de 2010

LER À MARGEM DOS LIVROS


No início de mais uma Semana da Leitura partilho, para reflexão, um texto que achei muito interessante...





El papel de la lectura más allá del papel  (Para ler o artigo completo...)


El concepto de lectura ha cambiado radicalmente y tenemos que ser abiertos a esta circunstancia. Leer ya no es sólo asunto de leer libros en soporte tradicional. Hay tantas lecturas como medios y soportes, y hay tantas formas de leer como lectores existen. Los lectores de hoy, sobre todo los adolescentes y jóvenes del chat, el blog, el iPod, el twitter, etcétera, se parecen tanto a los lectores de los siglos XIX y XX como se podrían parecer el automóvil Ford T 1908 (que, para arrancarlo, había que darle cran con manivela) y el reciente Ferrari aerodinámico y computarizado.
Los lectores y las lecturas han cambiado. Y esto ni es malo ni es bueno. Es sólo un hecho real. Si los dinosaurios desaparecieron es porque ya no podían vivir más. Entonces, no lo lamentemos: las especies se transforman, se adaptan o se extinguen. Es una ley natural. Y la nueva especie de lector está adaptada a su medio y a su condición, y esto no quiere decir que sea inferior a la especie de lector desaparecida o en vías de extinción, porque en tal caso tendríamos que concluir que el Ford 1908 era mejor que el Ferrari F430 y que el megalosaurus era mejor que el cocodrilo. Si alguien pensara así, ¿podría realmente explicar en qué eran mejores? Lo cierto es que el Ford 1908 está en los museos y el nuevo Ferrari en las calles y autopistas, y que del megalosaurus sólo quedan sus huesos en los museos de historia natural, mientras que el cocodrilo sigue feliz de la vida en los ríos y pantanos.
Sólo hay una realidad: la que vivimos todos los días, y lo demás es información que sólo es útil y relevante si sabemos cómo usarla para transformarla en conocimiento que nos ayude a vivir mejor y, quizá, a ser un poco menos aburridos, más satisfechos. Montaigne dijo: “Podemos lamentar no vivir en tiempos mejores, pero no podemos huir del presente”.
En la historia natural, hubo un periodo en el que los mamíferos coexistieron con los grandes reptiles que habían sobrevivido a los cambios climatológicos, así también hoy coexistimos los lectodinosaurios con los nuevos lectores del mundo electrónico. Y no sólo esto: para no perecer, las viejas especies deben adaptarse, transformarse y adecuarse al medio: muchos de nosotros ya somos lectores híbridos (del libro tradicional y de la computadora), porque sabemos que lo importante no es el soporte sino lo que soporta; no el libro como objeto, sino su contenido.
Y, como dicen los sabios japoneses: si algo desaparece es porque a cambio surge algo mejor. 
Juan Domingo Argüelles




sábado, 27 de fevereiro de 2010

PREMIADOS DA FEIRA DE BOLONHA


Quando for grande, hei-de lá ir...

Fiction

Section dedicated to works of fantasy, books of tales/short stories or illustrated fairy tales




Non Fiction


Section dedicated to informational publications regarding every area of knowledge useful to learning such as science, history, art, music, biography, and recent events/subjects





New Horizons


A special recognition reserved to the publishing industry in the Arab countries, Latin America, Asia and Africa - all offering ideas and food for thought of great innovation




Opera Prima


A new permanent section dedicated to artists' first works


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

ALICE

Enquanto aguardo a estreia Tim Burton, perdi-me com esta genial Alice, aos olhos da extraordinária Suzy Lee.

Logo a seguir, como acontece tantas vezes, ofereci-o como agradecimento de um momento precioso de apoio e carinho.

Espero que a destinatária o tenha apreciado tanto como eu...

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

UFF!...

Finalmente libertos da nuvem negra que nos ensombrou os dias...






vladstudio

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Os adolescentes estão a fugir dos blogues


Os blogues são coisa de velhos, o Twitter é uma seca e o Facebook é que está a bombar. Em linguagem de adolescente, estas são as principais conclusões de uma sondagem do instituto norte-americano Pew Research Center, que analisou a presença dos mais jovens na Internet. Continuar a ler aqui...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

DIAGNÓSTICO: APENDICITE AGUDA

sábado, 30 de janeiro de 2010

CALÇAS E GRAVIDADE...





















Aos meus filhos, com ternura...

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

TECNOLOGIA OU METODOLOGIA?

Um conjunto de folhas brancas encadernadas ou um quadro preto sem nada escrito não se traduzem em recursos didácticos. O mesmo acontece com essa máquina extraordinária que é o computador comum.


Para o serem, têm de veicular conhecimentos, e de uma certa maneira: há regras a seguir para se construirem manuais, se usar o quadro, se produzir software para computador. Acresce que nenhum destes recursos dispensa o professor.

O computador, tal como o manual ou o quadro, pode ser um excelente suporte educativo, mas, para que isso aconteça, é preciso terem-se ideias concretas acerca dos conteúdos que os alunos devem adquirir e de "como se aprende", para se decidir "como os ensinar".


Odedecendo a estes requisitos, cada um destes recursos tem sentido no contexto escolar, o que não tem sentido é substituir-se os manuais e o quadro pelo computador, para se ensinarem as mesmas coisas da mesma maneira.


O humor ajuda a perceber esta ideia



Fonte:  De Rerum Natura

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

ONDE VIVEM OS MONSTROS


Na noite em que Max vestiu o seu fato de lobo e começou a fazer travessuras a torto e a direito, a mãe chamou-lhe - Monstro!
E Max respondeu-lhe: - Vou-te Comer!
Então ela mandou-o para a cama sem jantar. Naquela mesma noite, no quarto de Max surgiu uma floresta que cresceu….

Esta obra, publicada pela primeira vez em 1963, suscitou certa polémica pelo tratamento nada exemplar para com as crianças, mas tornou-se num clássico da Literatura infantil e juvenil e num referente imprescindível do seu género. Não só obteve a Medalha Caldecott (1964) e o American Book Award, como também foi eleito pelo 'The New York Times Book Review' como um dos melhores livros ilustrados; desde então foi traduzido em inúmeras línguas e tornou-se num dos títulos mais lidos.

Max empreende uma viagem simbólica a partir daí até um lugar fantástico, atravessando um tempo mítico e enfrentando os seus próprios medos. Depois de se tornar no rei de uns monstros tão ferozes como insinuantes, regressa ao ponto de partida, onde o aguarda o jantar. Uma viagem de ida e volta, pelo tempo e pelo espaço, da realidade à ficção, sem que nada nem ninguém explique se essa metamorfose foi produto de um sonho ou de uma fantasia. Um paradigma do álbum ilustrado pela perfeita conjungação entre palavra e imagem; uma história poética e singela, narrada com humor, com total economia expressiva e absoluta harmonia entre texto e imagem.
Tudo se conjuga neste livro, pensado artisticamente até aos mais íntimos detalhes: o jogo com a diagramação, o formato, a atmosfera quase mágica que cada página destila, a tensão do argumento e a combinação de palavras, sons e repetições. Assim, o tamanho das ilustrações segue 'in crescendo', à medida que o protagonista avança pelo mundo onírico, e as ilustrações ocupam a totalidade da página quando a história atinge o seu clímax e diminuem consoante Max vai voltando ao plano da realidade. 

No sábado fomos ver o filme que Spike Jonze realizou em 2009, um pouco a medo, sobre o resultado de uma adaptação desta obra. FICÁMOS AGRADAVELMENTE SURPREENDIDOS!! VALE MESMO A PENA! A banda sonora foi composta e produzida por Karen O, da banda Yeah Yeah Yeahs. O argumento foi adaptado por Jonze e Dave Eggers. Sendak foi um dos produtores do filme o que certamente terá contribuído para a fidelidade à filosofia da ideia da obra original.