
Um blogue tão rico, quanto económico, sobre livros, leitores e arte...
trazemos aquilo que nos toca, que nos enche, que vivemos nos nossos voos...

Nem sempre é suficiente apreciar um livro pela capa... mas aqui podemos espreitá-los e ver que, por detrás de boas capas, estão certamente óptimos livros.
Obsequiar un libro a quien no lee, obviamente que con el aleve propósito de que lo lea implica más conocimiento sobre esa persona, que si le entregáramos cualquier otro presente.
A diferencia de las prendas, lociones, perfumes, elementos decorativos, que pueden ser trocados, otra vez regalados o aceptados a regañadientes, un libro en manos de quien no los ama, puede constituir una afrenta y el consecuente pretexto despreciativo cargado de esquirlas disparadas para sembrar culpa: “Saben que no leo”. (Ler mais)
Mais ideias fabulosas aqui para trabalhar a língua inglesa com os mais novos
A ilustradora belga Isabelle Vandenabeele venceu a quarta edição da Ilustrarte - Bienal de Ilustração para a Infância com xilogravuras a partir de uma obra do pintor Edgard Tytgat, anunciou hoje a organização. (Não é o da imagem que escolhi, mas este é o único que tenho ilustrado por ela...)As três gravuras que Isabelle Vandenabeele apresentou à bienal foram consideradas pelo júri o melhor trabalho a concurso, entre as mais de 1.300 candidaturas à edição deste ano da Ilustrarte.A autora verá o seu trabalho exposto na Ilustrarte em Fevereiro de 2010 no Museu da Electricidade, em Lisboa,
Isabelle Vandenabeele, que já tinha participado na Ilustrarte de 2003 e recebido uma menção honrosa na edição de 2005, concorreu com xilogravuras publicadas no livro "Prólogo de um amor partido", inédito em Portugal, numa interpretação de uma pintura do autor belga Edgard Tytgat. O trabalho da autora belga, de 37 anos, assenta sobretudo em ilustrações impressas a partir de gravuras minuciosamente esculpidas em madeira.
Nesta quarta edição, foram ainda atribuídas menções honrosas ao ilustrador espanhol Isidro Ferrer, que tem publicado na Kalandraka e expôs em Outubro em Cascais no Encontro sobre o Livro e o Imaginário Infantil, a dupla italiana Alessandro Lecis e Alessandra Panzeri e o francês Martin Jarrie.
O júri que escolheu os finalistas e a obra vencedora integrou o ilustrador alemão Wolf Erlbruch, a editora francesa Brigitte Morel, a ilustradora alemã Susanne Janssen (vencedora da Ilustrarte 2007), João Branco e Luís Sanches, estilistas da dupla Storytailors, e o designer Jorge Silva. Hoje no anúncio do prémio, o júri afirmou que foi muito difícil fazer a selecção e deixar ilustradores de fora.
"No final conseguimos reunir um catálogo diversificado e que inclui algumas surpresas", disse Wolf Erlbruch. "A votação foi muito renhida e não foi fácil chegar ao nome final, mas a escolha é uma soma das visões dos diferentes membros do júri", disse um dos mentores da Ilustrarte, Eduardo Filipe.
A organização da Ilustrarte, a cargo dos comissários Eduardo Filipe e Ju Godinho, acolheu mais de 1.300 candidaturas de 59 países, tendo sido seleccionados 50 finalistas. Itália continua a ser o país que regista mais participações - acima de 200 -, seguindo-se França, Espanha e Irão, com cerca de 130 ilustradores. De Portugal foram aceites 160 candidaturas, tendo sido seleccionados os trabalhos de autores premiados na ilustração, como Gémeo Luís, André Letria, Teresa Lima, Daniel Lima, João Vaz de Carvalho e Ana Sofia Gonçalves.
Feita a selecção e escolhido o vencedor, a Ilustrarte prossegue em Fevereiro com a exposição das ilustrações dos 50 finalistas, no Museu da Electricidade, em Lisboa. Esta será a primeira edição da Ilustrarte em Lisboa, depois de se ter realizado nas três edições anteriores no Barreiro. (Fonte: DN)
Aguardamos...
Há muito que tinha esperança numa edição em português, pois já o tinha namorado em castelhano. Felizmente existe a OQO. Hoje não resisti e é a minha última aquisição...
“Sonho com um dragão verde de língua negra que me quer comer. As casas também são verdes, como a erva do nosso jardim que tem o baloiço, onde antes eu e o pai jogávamos à bola. Tenho muitas saudades dele. A mãe diz-me que em breve estaremos todos juntos.”
Tanto como os campos de concentração — com o que implicam de fome, frio, doença, violência e morte — interessa aqui um desses mundos pessoais e familiares que o nazismo destruiu, e que é das poucas coisas que tem cor frente ao cinzento cortante e ao silêncio.
Separação, solidão e saudade estão omnipresentes; a lembrança ajuda a fugir do isolamento e do desterro, e dá lugar — no inóspito do campo (lager) — ao amor, à amizade e à solidariedade: à humanidade, ao fim e ao cabo.
Se toda a violência está injustificada, a que põe fim à inocência ainda mais; contra ela, no processo de amadurecimento do protagonista, assistimos a um compromisso até à fusão com Vadío (única personagem com nome e etnia), que representa o reconhecimento no outro na catarse final.
O protagonista anónimo de Fumo descobre a realidade, mas filtra-a com a memória de um passado melhor. O despertar magoa-o e leva-o a uma aprendizagem rápida: a dureza e dificuldade da situação, e o instinto de sobrevivência obrigam-no a ser um menino responsável.
A inocência, mais que a impotência, marca o desenlace. Os inocentes não sobrevivem, dizia o Primo Levi; é o preço por ver a luz: a mão de Vadío apagando para sempre o medo e escrevendo com fumo uma palavra mágica sobre o céu da Polónia.
Uma comovente história de Antón Fortes com intensas imagens da polaca Joanna Concejo, de grande sensibilidade e beleza, apesar de reflectir a realidade do protagonista, que se torna mais dura ao enfrentá-la recorrentemente com lembranças da vida de onde foi ou foram todos arrancados.