segunda-feira, 18 de maio de 2009

EDGAR MORIN - Conhecimento sobre o próprio Conhecimento


O filósofo e sociólogo francês Edgar Morin defende uma "reforma radical" do modelo de ensino nas universidades e escolas, salientando a necessidade de passar da actual 'hiperespecialização' para uma aprendizagem que "integre as várias áreas do conhecimento".

Edgar Morin, considerado um dos maiores pensadores vivos, defende que apenas com esta mudança de paradigma no ensino as pessoas serão "capazes de compreender e enfrentar os problemas fundamentais da humanidade, cada vez mais complexos e globais".

Em entrevista à Lusa antes da sua vinda a Lisboa para participar num colóquio promovido sexta-feira pelo Instituto Piaget sobre os problemas estruturais dos actuais modelos de ensino, o filósofo francês considera que o modelo actual leva a "negligenciar a formação integral e não prepara os alunos para mais tarde enfrentarem o imprevisto e a mudança". "Temos a necessidade de reformar radicalmente o actual modelo de ensino nas universidades e escolas secundárias. Porquê? Porque actualmente o conhecimento está desintegrado em fragmentos disjuntos no interior das disciplinas, que não estão interligadas entre si e entre as quais não existe diálogo", sublinha.

"Cursos de conhecimento sobre o próprio conhecimento"

O filósofo, de 88 anos, critica, por exemplo, que nas escolas e universidades "não exista um ensino sobre o próprio saber", ou seja, sobre "os enganos, ilusões e erros que partem do próprio conhecimento", defendendo a necessidade de criar "cursos de conhecimento sobre o próprio conhecimento".

O autor de "Os Sete saberes para a Educação do Futuro, Educar para a Era Planetária" lamenta, igualmente, que a "condição humana está totalmente ausente" do ensino: "Perguntas como 'o que significa ser humano?' não são ensinadas", critica.

Por outro lado, Morin acredita que a "excessiva especialização" no ensino e nas profissões produz "um conhecimento incapaz de gerar uma visão global da realidade", uma 'inteligência cega'".

"Conhecer apenas fragmentos desagregados da realidade faz de nós cegos e impede-nos de enfrentar e compreender problemas fundamentais do nosso mundo enquanto humanos e cidadãos, e isto é uma ameaça para a nossa sobrevivência", defende.

"O que proponho é fornecer [aos alunos] as ferramentas de conhecimento para serem capazes de ligar os saberes dispersos", explica.



Sobre a escolha de área que os alunos portugueses têm de fazer no 10º ano, Edgar Morin é peremptório: "Não concordo. Antes de escolherem uma especialização, todos deveriam ter, durante um ou dois anos, cadeiras comuns de cultura geral", em que "devem ser abordados problemas fundamentais do conhecimento, da racionalidade, simplicidade, complexidade e os problemas fundamentais da civilização actual", precisa. "Só depois de aprenderem a desenvolver as capacidades mentais para atacar os problemas gerais é que deveriam poder escolher o que querem seguir".

Isto porque, garante Morin, "está demonstrado que a capacidade de tratar bem os problemas gerais favorece a resolução de problemas específicos", lembrando que a maioria dos grandes cientistas do século XX, como Einstein ou Eisenberg, "além de especialistas, tinham uma grande cultura filosófica e literária".

"Um bom cientista é alguém que procura ideias de outros campos do conhecimento para fecundar a sua disciplina", afirma, sublinhando que "todos os grandes descobrimentos se fazem nas fronteiras das disciplinas".

Garante também que "apesar de em muitas universidades norte-americanas existir maior flexibilidade no que toca ao modelo ensino", nos Estados Unidos existe o "mesmo problema que na Europa". (Fonte: Público)

domingo, 17 de maio de 2009

PARA MÃES E FILHAS QUE CRESCEM JUNTAS...





It's a book for mothers and for mothers-to-be. It's a book for anyone who has, or is, a daughter. It's a prayer and a poem, and now it's a beautiful book. (Neil Gaiman)

...Dull days at forty, false friends at fifteen;
Let her have brave days and truth.
Let her go places that we've never been;
Trust and delight in her youth.

Ladies of Grace, and Ladies of Favour,
And Ladies of Merciful Night,
This is a prayer for a Blueberry Girl,
Grant her your Clearness of Sight.

Words can be worrisome, people complex;
Motives and manners unclear.
Grant her the wisdom to choose her path right,
Free from unkindness and fear.

Let her tell stories, and dance in the rain,
Somersaults, tumble and run;
Her joys must be high as her sorrows are deep,
Let her grow like a weed in the sun...

(Fonte: Neil Gaiman's Journal, via Children´s Illustration, sugerido por Letra Pequena)

sábado, 16 de maio de 2009

O Meu Filho Quer Ler. Como Devo Escolher?

O editor da Revista "os meus livros", João Morales, trouxe para cima da Praça Central da Feira do Livro de Lisboa a questão da escolha de livros para os mais novos. Alice Vieira, Rosário Araújo, Andreia Brites e Mafalda Milhões foram as convidadas.

As saudades dos maus livros, a verdadeira missão do livro junto das crianças, a importância das histórias tradicionais, os melhores livros para certas idades e o verdadeiro Plano de Leitura foram temas partilhados com o público. (Fonte: Blogue da Feira do Livro de Lisboa)

sexta-feira, 15 de maio de 2009

FINALMENTE O TÃO AGUARDADO...


O 4º livro da Bruaá será mesmo lançado amanhã na Feira do Livro de Lisboa.

Segundo nos informam, o livro estará à nossa disposição logo pela manhã.

Este não conheço... Apenas o autor Peter H. Reynolds já tinha sido aqui referenciado como ilustrador de "Um dia".


Depois de espreitar no sítio do autor, estou mesmo curiosa, pois tendo em conta os critérios da Bruaá para as suas publicações, deve ser mais um livro fabuloso... Espero conseguir lá ir amanhã!

terça-feira, 12 de maio de 2009

UMA BOA BIBLIOTECA


Uma boa biblioteca não tem de ser grande ou bonita. Não precisa de ter as melhores instalações ou os funcionários mais eficientes ou o maior número de utilizadores. Uma boa biblioteca é útil. Está de tal forma interligada com a vida de uma comunidade que se torna indispensável. Uma boa biblioteca é aquela em que ninguém repara, porque está sempre lá e tem sempre aquilo de que as pessoas precisam.

Retirado de "Dewey, o gato que comoveu o mundo". por Vicki Myron / Bret Witter. 2008 (Fonte: Livros&Leituras)

domingo, 10 de maio de 2009

DIREITOS DE AUTOR



Mais uma curiosidade partilhada através da lista RBE...

quarta-feira, 6 de maio de 2009

SOLTA PALAVRA


Acabei de receber o último número duplo (13/14, relativo a 2008) de Solta Palavra, boletim do CRILIJ - Centro de Recursos e Investigação sobre Literatura para a Infância e Juventude - Uma associação que pretende “influenciar positivamente as políticas da leitura para a infância e a juventude no nosso país”*, e que "não visa asfixiar ou substituir instituições congéneres, de âmbito local ou nacional existentes no país mas, ao invés, apoiar-se nessas estruturas e favorecer o seu desenvolvimento".*

Desta vez, dedicado quase inteiramente ao grande Manuel António Pina e à sua obra para crianças, jovens e não só, apresenta também boas práticas relacionadas com Bibliotecas Escolas e boas recensões.

Pode subscrever-se através deste contacto:
CRILIJ - Dra. Maria da Graça Carvalho - Escola Secundária Garcia de Orta; R.Pinho Leal, 6; 4150-620 Porto / Tlm. (provisório): 936 578 786 - E-mail (provisório) gracacarvalho@netcabo.pt


UM VERDADEIRO DEVORADOR DE LIVROS...

Esperemos que se faça leitor...




Fonte: Estante de Livros

terça-feira, 5 de maio de 2009

MORREU VASCO GRANJA



Uma referência, sem dúvida, para a minha geração!

domingo, 3 de maio de 2009

A GUERRA NÃO É UM BRINQUEDO

Transmitir valores de respeito, pensar na solidariedade, construir uma escultura pela paz. Objectivos de "A guerra não é um brinquedo", uma iniciativa da Amnistia Internacional de Portugal.

A metodologia de trabalho está definida e pretende envolver a comunidade escolar do 1.º ciclo do Ensino Básico de todo o país. Reflectir sobre os diferentes rostos da violência. Escrever um parágrafo ou fazer um desenho sobre o que significa brincar. Explicar as palavras escritas ou as ilustrações feitas. Ler uma carta de sensibilização com os pais. Decidir se há ou não vontade de entregar um brinquedo bélico para a construção de uma escultura pela paz. "A guerra não é um brinquedo" é o nome de uma iniciativa da Amnistia Internacional de Portugal, no âmbito da campanha "Controlar as armas", que já anda no terreno.
(Fonte: Educare.pt)

Para inspirar o trabalho com os alunos, algumas sugestões:

Um barco no céu (Quentin Blake, editado pela Kalandraka)
Tematizando o humanismo e propondo o sonho de um mundo melhor, mais justo, mais livre e mais tolerante, Um barco no céu é um álbum que, de uma forma simples, reflecte sobre conceitos abstractos como a guerra, a injustiça, a opressão, a violência, a fome e dá conta do desejo das crianças de construírem um mundo melhor, alterando comportamentos e a relação entre os homens. Relatando uma viagem num extraordinário barco voador destinado a salvar aqueles que, pelo mundo fora, sofrem as consequências das acções terríveis do homem, o livro dá uma mensagem de esperança que resulta também do facto de, para a sua elaboração, o autor, um dos mais reconhecidos ilustradores e cartonistas britânicos, ter recebido a colaboração de muitas centenas de crianças cujo nome surge gravado nas guardas da publicação.


A Guerra (
Anaïs Vaugelade (ilustrador), Anaïs Vaugelade, editado pela Âmbar)
O álbum apresenta-se como uma narrativa de cariz antibelicista, tratando a temática da guerra de forma gen
érica. De forma metafórica, jogando com o simbolismo e a rivalidade entre as diferentes cores, reinos e indivíduos, o texto obriga a uma reflexão sobre a inutilidade da guerra e as suas consequências negativas na vida das pessoas. Papel decisivo na intriga é desempenhado por Fabiano, que, simultaneamente perseguido pelos Vermelhos (acusado da morte do seu príncipe Júlio) e expulso do Reino pelos azuis (acusado pelo pai de falta de vergonha), decide desafiar conjuntamente os dois exércitos inimigos em nome de um terceiro Rei (o dos amarelos). Os dois exércitos ameaçados decidem juntar forças e coligar-se, passando de inimigos a aliados, e aguardar Fabiano e as suas tropas, que nunca aparecem. Com o passar do tempo, os acampamentos dos soldados transformam-se numa única aldeia, simultaneamente azul e vermelha e as diferenças que os separavam, até do ponto de vista da cor, apagam-se progressivamente. Fabiano acaba por tornar-se rei dos amarelos e durante o seu reinado nunca houve qualquer guerra.

Ynari - A menina das cinco tranças (Ondjaki, Danuta Wojciechowska (ilustrador), editado pela Caminho)
Esta é uma história protagonizada por uma menina, como o título sugere, co-adjuvada por um homem pequenino que encontrou no capim alto, um amigo que transforma as armas em barro e que acaba por conduzir a heroína num percurso de descoberta do valor simultaneamente relativo e infinito das palavras. Propondo uma viagem até ao continente africano e um ingresso no seu espaço natural quente e colorido, pontuado de pequenas aldeias, de «peixes a saltar da água», de pássaros verdes e de palancas negras gigantes, Ynari, porque «cada um tem de descobrir a sua magia», percebe que é nas suas cinco tranças que se esconde a possibilidade de reordenar ou apaziguar pequenos mundos em conflito. Com as suas cinco tranças, Ynari visita cinco aldeias, aqui a representar simbolicamente os cinco continentes, oferece as suas cinco tranças e concretiza a palavra “permuta”, delidindo a violência (aí instalada pela ausência de ouvir, falar, ver, cheirar e sentir o sabor) e estabelecendo a paz. A trajectória maravilhosa de Ynari e do seu companheiro de pequena estatura perfaz, assim, um roteiro de ligação ao Outro e de participação na construção de um mundo melhor, linha ideotemática que sustenta toda a construção artística deste livro.
(Fonte: Casa da Leitura)