domingo, 15 de fevereiro de 2009

UM SEGREDO DO BOSQUE

De energias renovadas, depois de um dia em cheio na Universidade (onde, com sucesso, "arrumei" duas disciplinas que quase me levaram o juízo...), volto aos livros...

No rescaldo do "Dia dos Namorados" (outra das nossas "tradições" recentes, como o Dia das Bruxas!) onde constatei que "O Sapo Apaixonado" de Max Velthuijs (com muito mérito, sem dúvida) continua a marcar pontos, escolhi "Um segredo do bosque" de Javier Sobrino, editado pela OQO. para mais uma das minhas sessões de "madrinha da leitura" do 2º A da EB1 de Santa Maria da Graça.

Começamos por brincar com segredos, espreitando pela fechadura da "História de um Segredo" de João Paulo Cotrim e ilustrada por André Letria.

Só depois vamos descobrir este segredo, num bosque ilustrado pela mão leve de Elena Odriozola, lindo e tranquilo onde, num dia de Primavera, um esquilo conhece alguém que muda a sua vida. Até que "um segredo do bosque deixou de sê-lo. Percorreu todos os seus recantos com o canto da galinha do monte, o trinado do melro e até o vento o contou ao mar."
Uma história terna (impossível não associar à do sapo...) contado por um professor/escritor que já conhecíamos do grupo Peonza.

"UM SEGREDO É UM TESOURO ESCONDIDO."
"UM SEGREDO É UMA COISA QUE SE GUARDA NO OUVIDO."
2ºA

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

MUITO CANSADA....


Roger Olmos, um ilustrador difícil mas muito interessante...


Como esta imagem me parece o espelho!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

JOSÉ SARAMAGO - Criação de espaços afectivos em torno de um livro

Foi com muita alegria que soube que as duas primeiras sessões do atelier itinerante de leitura A Maior Flor do Mundo para alunos do 1.º e 2.º Ciclos do Ensino Básico tiveram lugar na Escola Básica 1 / Jardim de Infância do Alto do Moinho, em Corroios, um dos pousos dos meus voos...

"A promoção da leitura é um dos objectivos da Fundação José Saramago, e um dos métodos adoptados para incentivar a leitura passa pela criação de espaços afectivos em torno de um livro."

Recordo/partilho parte do Discurso de Estocolmo...

"O homem mais sábio que conheci em toda a minha vida não sabia ler nem escrever. Às quatro da madrugada, quando a promessa de um novo dia ainda vinha em terras de França, levantava-se da enxerga e saía para o campo, levando ao pasto a meia dúzia de porcas de cuja fertilidade se alimentavam ele e a mulher. Viviam desta escassez os meus avós maternos, da pequena criação de porcos que, depois do desmame, eram vendidos aos vizinhos da aldeia. Azinhaga de seu nome, na província do Ribatejo. Chamavam-se Jerónimo Melrinho e Josefa Caixinha esses avós, e eram analfabetos um e outro. No Inverno, quando o frio da noite apertava ao ponto de a água dos cântaros gelar dentro da casa, iam buscar às pocilgas os bácoros mais débeis e levavam-nos para a sua cama. Debaixo das mantas grosseiras, o calor dos humanos livrava os animaizinhos do enregelamento e salvava-os de uma morte certa. Ainda que fossem gente de bom carácter, não era por primores de alma compassiva que os dois velhos assim procediam: o que os preocupava, sem sentimentalismos nem retóricas, era proteger o seu ganha-pão, com a naturalidade de quem, para manter a vida, não aprendeu a pensar mais do que o indispensável. Ajudei muitas vezes este meu avô Jerónimo nas suas andanças de pastor, cavei muitas vezes a terra do quintal anexo à casa e cortei lenha para o lume, muitas vezes, dando voltas e voltas à grande roda de ferro que accionava a bomba, fiz subir a água do poço comunitário e a transportei ao ombro, muitas vezes, às escondidas dos guardas das searas, fui com a minha avó, também pela madrugada, munidos de ancinho, panal e corda, a recolher nos restolhos a palha solta que depois haveria de servir para a cama do gado. E algumas vezes, em noites quentes de Verão, depois da ceia, meu avô me disse: "José, hoje vamos dormir os dois debaixo da figueira". Havia outras duas figueiras, mas aquela, certamente por ser a maior, por ser a mais antiga, por ser a de sempre, era, para toda as pessoas da casa, a figueira. Mais ou menos por antonomásia, palavra erudita que só muitos anos depois viria a conhecer e a saber o que significava... No meio da paz nocturna, entre os ramos altos da árvore, uma estrela aparecia-me, e depois, lentamente, escondia-se por trás de uma folha, e, olhando eu noutra direcção, tal como um rio correndo em silêncio pelo céu côncavo, surgia a claridade opalescente da Via Láctea, o Caminho de Santiago, como ainda lhe chamávamos na aldeia. Enquanto o sono não chegava, a noite povoava-se com as histórias e os casos que o meu avô ia contando: lendas, aparições, assombros, episódios singulares, mortes antigas, zaragatas de pau e pedra, palavras de antepassados, um incansável rumor de memórias que me mantinha desperto, ao mesmo tempo que suavemente me acalentava. Nunca pude saber se ele se calava quando se apercebia de que eu tinha adormecido, ou se continuava a falar para não deixar em meio a resposta à pergunta que invariavelmente lhe fazia nas pausas mais demoradas que ele calculadamente metia no relato: "E depois?". Talvez repetisse as histórias para si próprio, quer fosse para não as esquecer, quer fosse para as enriquecer com peripécias novas. Naquela idade minha e naquele tempo de nós todos, nem será preciso dizer que eu imaginava que o meu avô Jerónimo era senhor de toda a ciência do mundo. Quando, à primeira luz da manhã, o canto dos pássaros me despertava, ele já não estava ali, tinha saído para o campo com os seus animais, deixando-me a dormir. Então levantava-me, dobrava a manta e, descalço (na aldeia andei sempre descalço até aos 14 anos), ainda com palhas agarradas ao cabelo, passava da parte cultivada do quintal para a outra onde se encontravam as pocilgas, ao lado da casa. Minha avó, já a pé antes do meu avô, punha-me na frente uma grande tigela de café com pedaços de pão e perguntava-me se tinha dormido bem. Se eu lhe contava algum mau sonho nascido das histórias do avô, ela sempre me tranquilizava: "Não faças caso, em sonhos não há firmeza". Pensava então que a minha avó, embora fosse também uma mulher muito sábia, não alcançava as alturas do meu avô, esse que, deitado debaixo da figueira, tendo ao lado o neto José, era capaz de pôr o universo em movimento apenas com duas palavras. Foi só muitos anos depois, quando o meu avô já se tinha ido deste mundo e eu era um homem feito, que vim a compreender que a avó, afinal, também acreditava em sonhos. Outra coisa não poderia significar que, estando ela sentada, uma noite, à porta da sua pobre casa, onde então vivia sozinha, a olhar as estrelas maiores e menores por cima da sua cabeça, tivesse dito estas palavras: "O mundo é tão bonito, e eu tenho tanta pena de morrer". Não disse medo de morrer, disse pena de morrer, como se a vida de pesado e contínuo trabalho que tinha sido a sua estivesse, naquele momento quase final, a receber a graça de uma suprema e derradeira despedida, a consolação da beleza revelada. Estava sentada à porta de uma casa como não creio que tenha havido alguma outra no mundo porque nela viveu gente capaz de dormir com porcos como se fossem os seus próprias filhos, gente que tinha pena de ir-se da vida só porque o mundo era bonito, gente, e este foi o meu avô Jerónimo, pastor e contador de histórias, que, ao pressentir que a morte o vinha buscar, foi despedir-se das árvores do seu quintal, uma por uma, abraçando-se a elas e chorando porque sabia que não as tornaria a ver."

É difícil resistir à invasão de algum dos nossos espaços afectivos, mais ou menos íntimos, onde quer que se situem no plano dos nossos sentidos...

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

NEIL GAIMAN

Porque agora o tempo não dá mesmo para mais... limito-me a divulgar, sem comentários, esta notícia que recebi da Rita Pimenta e que muito me alegrou pois sou fã incondicional de Neil Gaiman (apesar de ainda não ter explorado bem a obra "para adultos"). Estes, que tenho e aconselho, parecem para crianças mas...

Com a obra
The Graveyard Book, o britânico Neil Gaiman venceu o importante prémio de livros para a infância American Library Association's Newbery Medal. A ideia de um tema aparentemente tão tétrico e fantasmagórico ocorreu-lhe (há mais de 20 anos) num dia em que o filho andava de triciclo no adro de uma igreja, entre lápides centenárias. “Ele parecia estar em casa”, disse o autor ao Washington Post e sugere que o livro seja lido por crianças a partir dos nove anos. (Fonte: Letra Pequena)

É costume proclamar a versatilidade de Neil Gaiman, na medida em que a sua obra é transversal a vários géneros, do romance à banda desenhada, do argumento aos livros infantis. Mas como acontece com todos os autores que têm coisas para dizer, existe um fio condutor que atravessa todas essas experiências narrativas, quer em termos meramente formais - há um desejo claro de subverter os mecanismos tradicionais do storytelling e pesquisar as suas múltiplas potencialidades, como acontece no romance American Gods ou na série de BD Sandman -, quer em termos de conteúdo, onde existe um fascínio claro pela fantasia e pelo terror. E estas são áreas de que Gaiman nunca abdica, mesmo quando escreve um livro para crianças como é o caso de Os Lobos nas Paredes, que entra directamente para a galeria de obras-primas da literatura infantil. Os papás sensíveis devem, contudo, manter-se afastados deste perigoso objecto, porque Gaiman não pertence à casta dos autores açucarados que têm todo o cuidado para não assustar as criancinhas. Os Lobos nas Paredes mete medo, e ostenta-o orgulhosamente, tanto mais que nasceu de um pesadelo da filha mais nova do autor, que confessou ao pai que escutava as garras dos lobos a arranharem dentro das paredes. Gaiman, além de plagiar o pesadelo da filha, em vez de lhe dizer «não, não existem lobos dentro das paredes», aproveitou para contar uma série de histórias em que os lobos realmente saíam de trás do estuque e tomavam conta da casa, embora os humanos conseguissem fugir e, mais tarde, enfrentá-los. Foi da depuração dessas pequenas histórias nocturnas que este livro nasceu.

Como em Coraline, são evidentes as influências de Alice no País das Maravilhas - embora carregando nas tais atmosferas sombrias, quase góticas -, não só na criação de uma realidade paralela, escondida «atrás de», mas também na utilização do puro nonsense, no pequeno aparte surreal, numa proliferação de pequenos detalhes muito bem humorados que fazem boa parte do encanto do livro, como é o caso do fascínio pelos frascos de compota, do pai a tocar tuba ou dos lobos vestidos com a roupa da família. Mas Gaiman não se limita a produzir grandes ideias ele é também um excelente escritor, que depura o texto de quaisquer excessos, até atingir a formulação mais perfeita. Isso é particularmente evidente na agilidade dos diálogos, sempre curtos, incisivos, exactos.




E depois... bem, e depois existe um senhor chamado Dave McKean a ilustrar o livro. McKean já fizera um trabalho extraordinário em O Dia em que Troquei o Meu Pai por Dois Peixinhos Vermelhos (também editado entre nós pela Vitamina BD), mas aqui vai ainda mais longe, numa claríssima demonstração das razões que o levam a ser considerado um dos melhores ilustradores do mundo. É sempre motivo do maior espanto a forma como ele consegue conjugar numa mesma imagem os mais diversos materiais, pulando do desenho para a fotografia, do lápis para o computador com a maior das facilidades e sem nunca perder o estilo ou a coerência. Se McKean não tivesse sido bafejado com um talento absurdo, este cruzamento de tantas e tão divergentes técnicas seria um salto no abismo. Aqui, é mais um espantoso tour de force, que casa na perfeição com o universo narrativo de Gaiman. Está dito não ler Os Lobos nas Paredes é um pecado mortal. (Fonte: João Miguel Tavares)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

NOTAS SOLTAS DO CONGRESSO SOBRE PROMOÇÃO DA LEITURA

Mais uma vez o Bico da Andorinha foi "beber" ao excelente blogue da Bruaá...

PS. Já descobrimos a autoria (Carlos Pinheiro - o nosso colega premiado com o Mérito Inovação pelo Prémio Nacional de Professores!)
. Obrigada pela excelente e ilustrada síntese!


domingo, 25 de janeiro de 2009

MANUAL DA LITERACIA DA INTERNET















Porque todos ainda precisamos de bóias, tubos, barbatanas e outros apetrechos para (sobre)vivermos com sucesso no anunciado mergulho no Plano Tecnológico da Educação, deixo aqui um precioso e muito bem conseguido instrumento para pais, professores e todos os que se preocupam com estes assuntos.


sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

PEP DURAN

"São apenas contos, contos que nos surpreendem unindo os nossos três cérebros, as nossas três inteligências: a racional, a emocional e a instintiva. Unidas as três através das palavras, lidas ou contadas, para olhar o mundo, sentir o corpo e compreender a existência." - Ontem e hoje na Gulbenian... Brilhante! Tocou bem fundo a "memória sensitiva" do meu corpo...



quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Começou hoje na Gulbenkian o I Congresso Internacional sobre Promoção da Leitura


por Rita Pimenta
Ler o quê? Tudo. Anúncios, legendas, jornais e até receitas de culinária, mas principalmente literatura. E para quê? Para ampliar as capacidades do cérebro, aprender a pensar, a ver com o olhar dos outros e a recriar emoções ou sentimentos. A leitura torna o mundo mais inteligível e as pessoas mais inteligentes. Além disso, está vinculada directamente à educação e à cultura e também ao desenvolvimento social e económico sustentado de qualquer país. Quem o diz são os especialistas em promoção da leitura que hoje e amanhã se reúnem em congresso internacional na Gulbenkian, em Lisboa. O tema é Formar Leitores para Ler o Mundo e o objectivo também.

As perguntas devem ser feitas pela ordem inversa - Ler o quê? Ler para quê? -, começa por dizer Peter Hunt, professor da Universidade de Cardiff (Reino Unido), especialista em Literatura para a Infância e o primeiro orador no congresso. "Ler para quê? Ler o quê?", é então a forma a partir da qual organiza as respostas que envia ao P2 por e-mail. Porque primeiro, argumenta, é preciso definir que tipo de leitores se quer formar.

"Se quisermos formar 'leitores funcionais', pessoas que conseguem ler o suficiente para ter uma vida normal, como saberem ler anúncios ou um aviso para que não caiam num buraco mais adiante, então pouco importa o que lêem. Para isso, servem os jogos de computador, os jornais, as bandas desenhadas ou a televisão. Se quisermos formar leitores que consigam compreender uma linguagem complexa, para que a sua vida seja também mais complexa e interessante, então, provavelmente, estes leitores precisarão de ler ficção, romances - livros", explica o autor de Children's Literature: Critical Concepts in Literary and Cultural Studies.

A escolha de Peter Hunt para a abertura dos trabalhos foi justificada por António Prole, coordenador da Casa da Leitura, organizadora do congresso, pela comunicação abrangente que irá apresentar. "Irá reflectir sobre o que se passou nos últimos 30 anos na literatura infantil. O que é que mudou? Qual é a diferença entre os livros de hoje e os de então? Será que perderam qualidade? As componentes gráficas e ilustrativas são diferentes? O álbum será uma influência dos meios visuais que está a contaminar a escrita para as crianças? No fundo, pôr o livro em questão."

Um estudo do Reino Unido relativo a 2008, que será apresentado por Hunt, conclui que, "nos últimos 30 anos, ocorreu uma mudança radical na natureza dos textos escritos para crianças (e no conceito de infância implícito), especialmente em termos de estilo, ritmo e complexidade de referências e estruturas intertextuais e intratextuais".

Ampliar o cérebro

Da Universidade Autónoma de Barcelona chegam ao P2 as respostas de Teresa Colomer, doutorada em Ciências da Educação. "A leitura é uma operação que amplia as capacidades do nosso cérebro. Permite-nos recriar experiências perceptivas, diferentes perspectivas intelectuais e emotivas e dar sentido às situações. Permite-nos dominar as possibilidades da linguagem e essa é a matéria-prima do nosso pensamento. O mundo torna-se mais inteligível (e por conseguinte torna-nos mais inteligentes). É uma forma de desfrutar melhor o nosso tempo de vida."

Nunca antecipar as fases de desenvolvimento da criança é uma das regras a seguir quando se orientam as suas leituras: "Devem ler as obras que conseguem compreender em função do seu nível de desenvolvimento e de domínio das convenções literárias. Os miúdos não dominam os saltos temporais e perder-se-iam em obras que se constroem alterando a linha cronológica." Acredita que os contos tradicionais são a melhor base literária, mas que a leitura de livros medíocres também traz vantagens, como a de "consolidar a capacidade leitora sem exigir muito esforço", diz a autora de Siete Llaves para Valorar las Historias Infantiles.

77 milhões de não leitores

Para Galeno Amorim, escritor e jornalista brasileiro, "é fundamental ler, não importa o suporte. Ler (ou ouvir ou tactear!) livros, revistas, jornais, histórias aos quadradinhos, tudo. Mas, sobretudo, ler literatura, nos seus mais diferentes géneros". Foi o primeiro coordenador do Plano Nacional do Livro e da Leitura no Brasil e fala na existência, em paralelo, de "95 milhões de leitores de livros e de 77 milhões de não leitores".

Virtudes da leitura: "Ler para ampliar o próprio universo, para se apropriar do conhecimento universal. Para desenvolver a inteligência, mas, principalmente, para olhar com o olhar do outro e, assim, se tornar mais tolerante, mais humano. Nos países pobres ou em desenvolvimento, ler é fundamental como meio de promover a cidadania."

António Prole, assessor da Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas, diferencia-se dos teóricos cujo objectivo essencial é formar leitores literários. "Eu, como português, quero formar leitores competentes. Sabendo que, quando tiver uma grande massa de leitores competentes, terei (não na proporção directa) uma maior capacidade de ter leitores literários."

A redescoberta do prazer da leitura foi uma das respostas enviadas por Sandra Beckett, professora da Universidade de Brock, Canadá, que estuda a ficção de cruzamento, em que adultos e crianças partilham o mesmo tipo de leituras, caso dos livros do Harry Potter. "A ficção de cruzamento ganhou visibilidade nos media. Mais adultos estão neste momento a ler literatura para a infância, porque alguns dos melhores escritores são desta área. Redescobrem assim o prazer de uma boa história, como nos casos das imaginadas por J.K. Rowling, Philip Pullman e outros."

Outros especialistas vão passar pela Gulbenkian nestes dois dias, um congresso que fecha o primeiro ciclo da Casa da Leitura, criada há três anos.

Tive a sorte de lá poder estar durante todo o dia!

Quem não puder ir, pode acompanhar a conferência em directo aqui!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

O INCRÍVEL RAPAZ QUE COMIA LIVROS



Um livro com uma dentada a sério?!








Pois é,
Recebi uma notícia BOA...

A editora Orfeu Negro, aquela do divertido "Livro Inclinado" de Peter Newell, que não passou despercebido a ninguém, vai editar em Portugal o livro "The incredible book eating boy" de Oliver Jeffers, um autor e ilustrador fantástico e premiadíssimo.








Quem conhece a "Leónia devora os Livros" de Laurence Herbert da Caminho, um dos meus favoritos na minha colecção de livros que falam de livros, vai adorar... apesar de não serem muitos os pontos em comum!
Apenas o mal estar causado pela ingestão (no verdadeiro sentido da palavra) dos livros...




E mais não digo!

Aguardemos pois vem no catálogo da Orfeu como NOVIDADES 2009!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

? BIBLIOTECAS ?


"A não existência de bibliotecas é um crime contra a humanidade. Pode causar a expansão de doenças que atingem o bem estar. Isso traz sofrimento aos que escrevem e aos que lêem. Além disso, impedem a difusão do pensamento e a formação da intelectualidade. Causando perdas desnecessárias com a morte prematura do conhecimento e a da imaginação.
Centenas de milhares de pessoas já sofrem deste mal. Mas tem cura. Por favor, DENUNCIEM."