sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

PENSAR A MISSÃO DA ESCOLA

Ao fim de um dia a reflectir e a debater o papel da Biblioteca Escolar na escola, interrogando-nos sobre a escola que temos e a escola que queremos, ou melhor, a escola que temos que ajudar a construir para cumprirmos, efectivamente, a nossa missão, sabe mesmo bem abrir o mail e ter lá este vídeo... Dá que pensar...

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

AS COZINHEIRAS DE LIVROS



E se um dia não houvesse livros novos para lermos?... Como iríamos viver sem novas histórias, aventuras e heróis?

Já tinha tido oportunidade de felicitar a Margarida pelo Prémio Literário Maria Rosa Colaço 2008 (modalidade Literatura Infantil); só faltava mesmo o livro, agora editado pela Presença.


Escrito e ilustrado por Margarida Botelho, chega-nos um fabuloso livro com uma história original e divertida. Algo de muito estranho se estava passar com os livros e a cidade estava em alvoroço. Seria a crise? Ninguém sabia a resposta, mas a verdade é que não havia livros novos… As pessoas já não sabiam o que mais podiam fazer na esperança de novas aventuras, até já tinham lido todos os nossos livros de trás para a frente, de baixo para cima e até de pernas para o ar… Mas nada resultava. O que teria acontecido à fábrica dos livros? Uma aventura fantástica que nos leva a uma viagem de sonho em que os livros têm um papel fundamental na vida das pessoas.
(Fonte: Wook)
Na história, serão as cozinheiras de livros que irão ajudar a preencher de novo as prateleiras da biblioteca, mas para isso precisarão da ajuda dos leitores. Cada um deles terá de escolher o livro de que mais gostou e semeá-lo na horta das letras.Já que é de cozinha que se trata, pode dizer-se que é um livro saboroso. Quem não gostar terá, felizmente, muitos outros para provar.
(Fonte: Letra Pequena)

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

ADIVINHA QUANTO EU GOSTO DE TI

Porque as Artes gostam de conviver... UM LIVRO, UMA MÚSICA!

(Já está no saco do Pai Natal...)


Neste livro, a Pequena Lebre Castanha e a Grande Lebre Castanha mostram como o amor não é fácil de medir e de transmitir.

"A pequena lebre cor de avelã, que ia deitar-se, agarrou-se firmemente às longas orelhas da grande lebre cor de avelã. Queria ter a certeza de que a grande lebre cor de avelã estava a ouvi-la: “Adivinha quanto gosto de ti.”, disse ela.“Oh, não sei se sou capaz de adivinhar isso.”, disse a grande lebre cor de avelã.“Isto tudo.”, disse a pequena lebre cor de avelã, esticando os braços para os lados tão longe quanto podia. A grande lebre cor de avelã tinha os braços ainda mais compridos.“Mas eu gosto de ti isto tudo.”, disse.Hmmm… Isso é muito, pensou a pequena lebre cor de avelã. “Gosto de ti tão alto quanto consigo alcançar.”, disse a pequena lebre cor de avelã.“Eu gosto de ti tão alto quanto eu consigo alcançar.”, disse a grande lebre cor de avelã.Isso é mesmo muito alto, pensou a pequena lebre cor de avelã. Quem me dera ter braços assim. Então, a pequena lebre cor de avelã teve uma boa ideia. Fez o pino e chegou com os pés ao tronco da árvore. “Gosto de ti até à ponta dos meus pés!”, disse.“E eu gosto de ti até à ponta dos teus pés.”, disse a grande lebre cor de avelã, balançando-a no ar.“Gosto de ti tão alto quanto consigo saltar!”, disse a pequena lebre cor de avelã rindo e saltitando.“Mas eu gosto de ti tão alto quanto eu consigo saltar.”, sorriu a grande lebre cor de avelã e saltou tão alto que as suas orelhas tocaram nos ramos da árvore.
Que belos saltos, pensou a pequena lebre cor de avelã. Quem me dera conseguir saltar assim. “Gosto de ti por aquele caminho abaixo, até ao rio.”, gritou a pequena lebre cor de avelã.“Gosto de ti até depois do rio e das montanhas.”, disse a grande lebre cor de avelã.
Isso é muito longe, pensou a pequena lebre cor de avelã. Já estava tão ensonada que mal conseguia pensar. Então, olhou a grande noite escura por entre os arbustos. Nada poderia estar tão longe quanto o céu. “Gosto de ti até à Lua.”, disse, fechando os olhos.“Oh, isso é longe.”, disse a grande lebre cor de avelã. “Isso é mesmo muito longe.” A grande lebre cor de avelã deitou a pequena lebre cor de avelã na sua cama de folhas. Inclinou-se sobre ela e deu-lhe um beijo de boas-noites.Então, deitou-se bem perto e sussurrou com um sorriso “Gosto de ti até à Lua… e de volta até à Terra.”








Já pensei dar-te uma flor,
com um bilhete,
Mas nem sei o que escrever
Sinto as pernas a tremer
Quando sorris para mim,
Quando deixo de te ver
Vem jogar comigo um jogo
Eu por ti e tu por mim
Fecha os olhos e adivinha
Quanto é que eu gosto de ti

Gosto de ti desde aqui até à Lua
Gosto de ti desde a Lua até aqui
Gosto de ti simplesmente porque gosto
E é tão bom viver assim

Ando a ver se me decido
Como te vou dizer, como hei-de te contar
Até Já fiz um avião
Com um papel azul
Mas voou da minha mão
Quantas vezes eu parei à tua porta
Quantas vezes nem olhaste para mim
Quantas vezes eu pedi que adivinhasses
Quanto é que eu gosto de ti...

Adivinha quanto gosto de ti – André Sardet




OBRIGADA, QUERIDO(a) ANÓNIMO (a)!

domingo, 7 de dezembro de 2008

JIMMY LIAO

Hoje vivi um sonho (daqueles bons, que são fáceis de realizar...) e fomos todos 5 até Casais Brancos, cumprir uma visita, várias vezes adiada, visitar a Bichinho de Conto. A Elsa (uma querida conterrânea, por inesperada coincidência) apresentou-me um autor/ilustrador deveras especial:

Jimmy Liao é um artista de Taiwan que ainda não tem edição portuguesa mas ao qual não resisti... VERDADEIRAMENTE FANTÁSTICO!

Desencuentros

Ela vive num bloco de apartamentos num bairro periférico da cidade e cada vez que sai, independentemente de para onde vai, dirige-se sempre para a esquerda. Ele vive num bloco de apartamentos num bairro periférico da cidade e cada vez que sai, independentemente de para onde vai, dirige-se sempre para a direita.

Esta é a história de duas vidas paralelas que um belo dia convergem e descobrem fugazmente o amor, até que o azar volte a separá-las. A natureza e a vida agitada da cidade grande segue o seu curso implacável, indiferente ao seu sofrimento. Até que...

El sonido de los colores



É impossível não nos deixarmos levar pela jovem protagonista que se apresenta dizendo que perdeu a vista e que, no dia em que cumpria quinze anos, se encaminhou para o metropolitano. A partir daí, vê-la-emos entrar e sair do metro, por entradas distintas, e partilharemos com ela os encontros com personagens reais e imaginários e o seu mundo interior de fantasias e sonhos - a cegueira convertida num motor incansável do seu apego à vida.





Imagens de uma curta metragem extraordinária de um conto de Jimmy Liao

"Um peixe com um sorriso"


sábado, 6 de dezembro de 2008

O BONECO


Porque o Natal está à porta, e há tantas crianças em volta, fazendo-nos (re)pensar sobre o valor dos brinquedos...

Um livro sem palavras para crianças e (sobretudo) adultos.


Por Michel Alzéal

A passagem inexorável do tempo condenou ao esquecimento muitos brinquedos de pano, cartão ou madeira, concebidos há anos atrás por mãos artesãs. As crianças de hoje em dia sucumbem perante as luzes, os sons e movimentos de artifícios fabricados à base de sofisticados sistemas tecnológicos. Mas nenhum deles com o encanto e a bondade de companheiros de brincadeiras como o boneco desta comovente história…
Este álbum sem palavras convida a reflectir sobre as relações intergeracionais: avós, filhos e netos cresceram em ‘mundos’ diferentes e sob circunstâncias de mudança. Os jogos de outrora, mais participativos, afectuosos e humildes, converteram-se em elementos que fomentam o individualismo, a competitividade e a violência. Quando a sua precária saúde leva o ancião desta narrativa a afastar-se da família, ele quer legar ao seu neto a recordação mais terna da sua infância. Mas a marioneta que desde criança o acompanhara e que ao longo de toda uma vida fora testemunha de excepção dos seus momentos mais felizes, agora -e nas mãos do seu neto- está relegada num canto esquecido.

(Fonte: Editora Kalandraka)


Álbum de banda desenhada composto exclusivamente por imagens, O Boneco narra a relação de proximidade, de afecto e de verdadeira cumplicidade entre um homem e um seu brinquedo de infância que o acompanhou durante toda a sua vida. Essa relação absolutamente especial é suficientemente forte para ultrapassar todas as barreiras colocadas entre ambos, incluindo a própria morte. Tendo em vista destinatários diversificados e plurais, este livro é também uma reflexão sobre a importância da dimensão lúdica e da imaginação na vida dos indivíduos, valorizando o brinquedo enquanto objecto que não é exclusivo da infância. As ilustrações, muito ricas, pormenorizadas e expressivas, não só relatam a história mas sublinham a sua dimensão emotiva e dão conta do espaço psicológico das personagens, retratando-as na sua individualidade.

(Fonte: Casa da Leitura)

CHUVA...







Geralmente não gosto... Há dias em que é bom ficar em casa, a ouvi-la fora...



(Lúcia Sforza)

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

O BEIJO DA PALAVRINHA

Quando Maria Poeirinha adoeceu, o Tio Jaime Litorânio disse que só o mar, que ela nunca vira, a poderia curar. A menina estava demasiado fraca para a viagem, mas o irmão Zeca Zonzo encontrou o modo de a levar a conhecer o mar."
O poder mágico das palavras é o tema deste segundo livro para crianças de Mia Couto, mais uma vez com magníficas ilustrações de Danuta Wojciechowska. LINDO, LINDO!

Protagonizada por dois irmãos, a mais recente publicação de Mia Couto para o público infanto-juvenil, tematiza um conjunto abrangente de questões que ecoam na obra deste escritor moçambicano, como é a imagem da infância, a morte, as tradições culturais e as duras condições de vida ainda sentidas naquele país africano. Sem passar ao lado de uma forte dimensão poética e/ou alegórica, o texto propõe uma leitura diferente da relação afectiva entre os irmãos, baseada na partilha de sonhos e na transferência de fantasias, assim como da própria morte, aqui entendida como o início de um novo ciclo, uma espécie de viagem numa nova dimensão. A ligação entre as palavras e as coisas é explorada na leitura simbólica da palavra mar, feita de ondas, de voos de pássaros e de rochas, lugar de todas as possibilidades porque se encontra, no imaginário das crianças, rodeado de segredos e mistérios. As palavras possuem, assim, uma dimensão mágica e são capazes de possibilitar um encantamento que permite uma vida mais realizada e mais feliz. As ilustrações procuram, no estilo e nas cores habituais de Danuta Wojciechowska, recriar as duas dimensões centrais da narrativa, um universo mais realista e outro fantástico e metafórico, cruzando-as e representando as manifestações da segunda na primeira.
(Fonte: Casa da Leitura)
Ler aqui uma excelente análise da obra, a propósito da sua edição brasileira.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

HISTÓRIA TRÁGICA COM FINAL FELIZ

Porque hoje é um dia de trágica memória para mim, para nós...

Ajuda-me pensar em finais felizes, o que quer que eles signifiquem... mesmo que, no meu coração, a ausência nunca se preencha!




Para os meus pais...


A Ciclope Filmes em co-edição com as Edições Afrontamento e Bazaar & Co tem o prazer de anunciar a publicação do livro HISTÓRIA TRÁGICA COM FINAL FELIZ, baseado nos desenhos originais do filme da Regina Pessoa, acompanhado do DVD da curta-metragem... Imperdível!

domingo, 30 de novembro de 2008

RAZÕES PARA A LEITURA





Constantino Bértolo, editor, ensaísta e crítico literario, foi galardoado com o IX Prémio Periodístico sobre leitura convocado pela Fundación Germán Sánchez Ruipérez, pelo seu artigo intitulado Razones para la lectura, publicado no dIário Público, a 30 de Maio de 2008.



Este artigo é, por si só, uma razão para a Leitura!

Clique para aumentar...





quinta-feira, 27 de novembro de 2008

LIDERANÇA...

Quando tanto discutimos as questões relacionadas com a liderança, uma de entre tantas competências do (futuro?) professor-bibliotecário, não posso deixar de partilhar este extraordinário poema, pescado no blogue da editora Bruaá...



Eu quero ser o líder.

Eu quero ser o líder.

Posso ser o líder?

Posso? Posso?

Prometes? Prometes?

Boa! Sou o líder!

Sou o líder.

E agora? O que fazemos?



Roger Mcgough

(Trad. Miguel Gouveia)



Management is doing things right; leadership is doing the right things.
Peter F. Drucker