quarta-feira, 16 de julho de 2008

X PALAVRAS ANDARILHAS


CONFERÊNCIA DE ABERTURA COM Michèle Petit, antrópologa e autora de Éloge de la lecture: la construction de soi (2002) e Une enfance au pays des livres (2007), entre outros.
"Recordo frequentemente que as bibliotecas não são apenas templos da informação, mas também os conservatórios de sentidos. Qualquer ser humano tem, de maneira vital, necessidade de ter à sua disposição espaços onde possam encontrar mediações imaginárias e simbólicas para pensar a sua vida, dar forma simbolizada às suas emoções, às suas esperanças, às suas revoltas, aos seus temores; para fazer um relato da sua própria história, uma história sempre recomposta, sempre retomada. Somos seres de relatos, das histórias, da narração, não esqueçamos disto. E os jovens que ouvi me fizeram compreender que é muito mais fácil pensar a sua própria história num conjunto se for “povoando-se” de numerosas pequenas histórias das quais se apropriam."
TODAS AS INFORMAÇÕES aqui!
INSCRIÇÃO ATÉ 12 DE SETEMBRO

sábado, 5 de julho de 2008

OS JOVENS E A LEITURA

Uma abordagem excepcional desta temática por Manuela Barreto Nunes:
Professora auxiliar e directora da Biblioteca Geral da Universidade Portucalense, onde coordena o Curso de Especialização em Ciências Documentais, e o Doutoramento em Documentação e Informação Científica, este outorgado pela Universidade de Granada.


sexta-feira, 4 de julho de 2008

MERGULHAR NA LEITURA


Um desafio para este Verão!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

ABC3D



Fascinante!

segunda-feira, 30 de junho de 2008

KAMASUTRA DA LEITURA


Ilustração de Seymour Chwast para o livro de Steven Heller Design Humor: The Art of Graphic Wit.
Obrigada ao Paulo I. sempre atento!

segunda-feira, 23 de junho de 2008

EU ESPERO

Uma extraordinária metáfora da vida dada por um fio que corre, passando de página para página (desde a folha de rosto até à página final preenchida com o fio apanhado em meada), e que arrasta acontecimentos marcantes que constroem um ser na sua plena dimensão humana. Vida feita de alegrias e tristezas, mas com a espera sempre como elemento recorrente. O livro, e em particular a capa, tem o formato de um sobrescrito com janela, de onde sai a imagem de uma criança com olhar expectante; a partir daqui os vários momentos representados articulam-se de forma solidária e mostram ao leitor que há sempre um amanhã e que vale a pena acreditar no futuro. O modo sóbrio como se representam as personagens e a profundidade da expressão do traço do ilustrador, reforçados pela omnipresença do fio vermelho da vida, tornam este livro um objecto de arte de grandíssima qualidade.
Fonte: Casa da Leitura

Há quanto tempo eu esperava este livro em português... Parabéns à Bruaá pela escolha e pela tradução!

quinta-feira, 19 de junho de 2008

O BARQUINHO QUE CRESCEU

Este é um texto profundamente marcado pelo sonho e pelo desejo de liberdade feito de uma prosa muito metafórica, por vezes sinestésica e visivelmente simbólica, uma prosa da qual sobressaem, por exemplo, alguns jogos sonoros muito expressivos. Conta-se a história de um barco de papel que navega, feliz, desde o parapeito de uma janela até à imensidão do mar e tem como tripulantes «botões de camisa, uma mola da roupa, seis caroços de azeitona e um grão de bico». Do ponto de vista metafórico e/ou simbólico, o percurso encetado por este barquinho de papel que, «de repente, como quem esfrega os olhos para reabrir de seguida vendo um desejo aparecer» se transforma num barco autêntico representar o sonho individual e o sonho colectivo. Se a mão que levava o barquinho de papel «no doce saltar das ondas inventadas no parapeito da janela» testemunha o desejo pessoal de evasão onírica ou de concretização de um desejo, o momento em que o elemento central desta narrativa atinge o espaço marítimo poderá ser lido como a expressão de um traço histórico do povo português, mais concretamente da sua realização colectiva, através da aventura marítima empreendida na época das Descobertas.

Lindo, lindo mais uma vez o Alexandre Honrado! No entanto, para mim, a leitura da metáfora foi mesmo outra.
Hoje, foi a minha derradeira leitura na turma 4ºA, que comigo navegaram nos livros desde o 1º ano. Cada um deles é um barquinho de papel...Eu e a professora fomos a mão que o levou no doce saltar das ondas inventadas. A tripulação não foram os botões de camisa, os caroços de azeitona, ou o grão de bico, mas os livros que juntos lemos, os textos que todos construímos... Agora, agarrado com força, "não que ele fugisse, mas para que não caísse e dele se perdessem os passageiros", é o momento de o deixar ir, ribeiro abaixo...
Cada barquinho, "tonto e solto", "merecedor de água e de tanta beleza", navegará pelos seus próprios meios no mar verdadeiro.

Felicidades para a nova viagem, meus queridos!

quarta-feira, 18 de junho de 2008

SE ELE NÃO LESSE, ESCREVERIA ASSIM?

Hoje, numa escola, debatíamos o papel da disciplina de Língua Portuguesa e das eternas fichas de leitura na efectiva Promoção da Leitura...

Lembrei-me deste vídeo... Ilustra muito do que conversámos...






Para a Teresa e a Isabel reflectirem com os seus departamentos...

quinta-feira, 12 de junho de 2008

A CARÍCIA DA BORBOLETA



Christian Voltz é autor e ilustrador de alguns álbuns narrativos particularmente bem conseguidos. Nesta nova edição da Kalandraka não desilude os seus leitores fiéis. Combinando humor e sensibilidade, cria um álbum muito original que tematiza a questão da morte dos entes queridos, em particular a avó, sugerindo a ideia de que aqueles que morrem e nos são próximos permanecem sempre junto de nós. A forma expressiva como alia texto e imagem, elementos visíveis e outros invisíveis, apela a uma leitura e uma observação atentas de todas as páginas do livro. Além disso, a repetição, com ligeiras variações, de imagens, convoca o leitor a recuar na leitura feita, a observar com mais atenção e a ver para além das aparências. Destaque-se ainda a composição das imagens e a expressividade do título, cujo sentido só pode ser compreendido no final da leitura.
Fonte: A CASA DA LEITURA

sexta-feira, 6 de junho de 2008

LETRA PEQUENA

Chama-se "Letra Pequena" a secção do Público onde habitualmente a Rita Pimenta escreve sobre livros para os mais novos. Há pouco tempo, a Letra Pequena saltou também para a Internet, sugerindo aos leitores que oiçam alguns dos livros seleccionados, pela voz de quem os escreve e ilustra proporcionando, especialmente aos pré-leitores, uma experiência diferente .

São sempre excelentes escolhas:



O primeiro a merecer um destaque foi o muito divertido "Não quero usar óculos", de Carla Maia de Almeida e André Letria que ainda pode ser ouvido aqui .



Este mês, o protagonismo é dado a mais um dos maravilhosos livros do
Planeta Tangerina."O Mundo num Segundo" pode ser visto e ouvido aqui.
Que óptima ideia, Rita!