segunda-feira, 23 de junho de 2008

EU ESPERO

Uma extraordinária metáfora da vida dada por um fio que corre, passando de página para página (desde a folha de rosto até à página final preenchida com o fio apanhado em meada), e que arrasta acontecimentos marcantes que constroem um ser na sua plena dimensão humana. Vida feita de alegrias e tristezas, mas com a espera sempre como elemento recorrente. O livro, e em particular a capa, tem o formato de um sobrescrito com janela, de onde sai a imagem de uma criança com olhar expectante; a partir daqui os vários momentos representados articulam-se de forma solidária e mostram ao leitor que há sempre um amanhã e que vale a pena acreditar no futuro. O modo sóbrio como se representam as personagens e a profundidade da expressão do traço do ilustrador, reforçados pela omnipresença do fio vermelho da vida, tornam este livro um objecto de arte de grandíssima qualidade.
Fonte: Casa da Leitura

Há quanto tempo eu esperava este livro em português... Parabéns à Bruaá pela escolha e pela tradução!

quinta-feira, 19 de junho de 2008

O BARQUINHO QUE CRESCEU

Este é um texto profundamente marcado pelo sonho e pelo desejo de liberdade feito de uma prosa muito metafórica, por vezes sinestésica e visivelmente simbólica, uma prosa da qual sobressaem, por exemplo, alguns jogos sonoros muito expressivos. Conta-se a história de um barco de papel que navega, feliz, desde o parapeito de uma janela até à imensidão do mar e tem como tripulantes «botões de camisa, uma mola da roupa, seis caroços de azeitona e um grão de bico». Do ponto de vista metafórico e/ou simbólico, o percurso encetado por este barquinho de papel que, «de repente, como quem esfrega os olhos para reabrir de seguida vendo um desejo aparecer» se transforma num barco autêntico representar o sonho individual e o sonho colectivo. Se a mão que levava o barquinho de papel «no doce saltar das ondas inventadas no parapeito da janela» testemunha o desejo pessoal de evasão onírica ou de concretização de um desejo, o momento em que o elemento central desta narrativa atinge o espaço marítimo poderá ser lido como a expressão de um traço histórico do povo português, mais concretamente da sua realização colectiva, através da aventura marítima empreendida na época das Descobertas.

Lindo, lindo mais uma vez o Alexandre Honrado! No entanto, para mim, a leitura da metáfora foi mesmo outra.
Hoje, foi a minha derradeira leitura na turma 4ºA, que comigo navegaram nos livros desde o 1º ano. Cada um deles é um barquinho de papel...Eu e a professora fomos a mão que o levou no doce saltar das ondas inventadas. A tripulação não foram os botões de camisa, os caroços de azeitona, ou o grão de bico, mas os livros que juntos lemos, os textos que todos construímos... Agora, agarrado com força, "não que ele fugisse, mas para que não caísse e dele se perdessem os passageiros", é o momento de o deixar ir, ribeiro abaixo...
Cada barquinho, "tonto e solto", "merecedor de água e de tanta beleza", navegará pelos seus próprios meios no mar verdadeiro.

Felicidades para a nova viagem, meus queridos!

quarta-feira, 18 de junho de 2008

SE ELE NÃO LESSE, ESCREVERIA ASSIM?

Hoje, numa escola, debatíamos o papel da disciplina de Língua Portuguesa e das eternas fichas de leitura na efectiva Promoção da Leitura...

Lembrei-me deste vídeo... Ilustra muito do que conversámos...






Para a Teresa e a Isabel reflectirem com os seus departamentos...

quinta-feira, 12 de junho de 2008

A CARÍCIA DA BORBOLETA



Christian Voltz é autor e ilustrador de alguns álbuns narrativos particularmente bem conseguidos. Nesta nova edição da Kalandraka não desilude os seus leitores fiéis. Combinando humor e sensibilidade, cria um álbum muito original que tematiza a questão da morte dos entes queridos, em particular a avó, sugerindo a ideia de que aqueles que morrem e nos são próximos permanecem sempre junto de nós. A forma expressiva como alia texto e imagem, elementos visíveis e outros invisíveis, apela a uma leitura e uma observação atentas de todas as páginas do livro. Além disso, a repetição, com ligeiras variações, de imagens, convoca o leitor a recuar na leitura feita, a observar com mais atenção e a ver para além das aparências. Destaque-se ainda a composição das imagens e a expressividade do título, cujo sentido só pode ser compreendido no final da leitura.
Fonte: A CASA DA LEITURA

sexta-feira, 6 de junho de 2008

LETRA PEQUENA

Chama-se "Letra Pequena" a secção do Público onde habitualmente a Rita Pimenta escreve sobre livros para os mais novos. Há pouco tempo, a Letra Pequena saltou também para a Internet, sugerindo aos leitores que oiçam alguns dos livros seleccionados, pela voz de quem os escreve e ilustra proporcionando, especialmente aos pré-leitores, uma experiência diferente .

São sempre excelentes escolhas:



O primeiro a merecer um destaque foi o muito divertido "Não quero usar óculos", de Carla Maia de Almeida e André Letria que ainda pode ser ouvido aqui .



Este mês, o protagonismo é dado a mais um dos maravilhosos livros do
Planeta Tangerina."O Mundo num Segundo" pode ser visto e ouvido aqui.
Que óptima ideia, Rita!

quarta-feira, 4 de junho de 2008

DIREITOS HUMANOS

"Thou shalt not be a victim. Thou shalt not be a perpetrator. Above all, thout shalt not be a bystander"


Holocaust Museum, Washington, D. C.




Poderoso!...

Obrigada Ana C.

domingo, 1 de junho de 2008

DIA MUNDIAL DA CRIANÇA

Para pensar... neste dia!


sábado, 31 de maio de 2008

BOCA DE LOBO


Uma revolucionária reinterpretação do clássico "Capuchinho Vermelho", este livro faz do lobo, refinado e sofisticado, a vítima de toda a narrativa.

É importante conhecermos outros pontos de vista e este conto, MAGNIFICAMENTE ilustrado (e narrado) por Fabian Negrin, ilustrador argentino que reside actualmente em Itália, faz-nos pensar que nunca há uma só verdade por detrás de uma história maravilhosa.



Obrigada Júlia...mais uma vez!

segunda-feira, 26 de maio de 2008

O MEU AMOR

quinta-feira, 22 de maio de 2008

JOGO SOLIDÁRIO


SOLIDARIEDADE à distância de um clique. Neste site podemos contribuir para o Programa Mundial Alimentar das Nações Unidas enquanto treinamos o vocabulário na língua inglesa. Uma proposta engraçada para explorar nas escolas...