domingo, 23 de março de 2008

JÁ ESTÁ PUBLICADA A MENSAGEM PARA O DIA INTERNACIONAL DO LIVRO INFANTIL

2 DE ABRIL DE 2008
DIA INTERNACIONAL DO LIVRO INFANTIL

Os livros iluminam, o conhecimento encanta

A busca de conhecimento por meio da leitura tem de tornar-se uma prioridade e deveria ser incrementada logo na infância.
Desde muito cedo se incute nas crianças tailandesas o desejo de conhecimento pela leitura, com base numa tradição e numa cultura sublimes.
Os pais são os primeiros professores das crianças e os monges tornam-se os principais mentores da sua orientação e educação, intelectual e mental, tanto no que respeita aos assuntos do mundo como no tocante aos valores espirituais.
Encontrei inspiração para a minha ilustração em ancestrais tradições do meu país. Por um lado, a tradição de contar histórias às crianças, por outro, a de aprender pela leitura de inscrições em folhas de palmeira e em tabuinhas que se destinam exclusivamente a ser lidas.
As narrativas escritas em folhas de palmeira provêm da tradição budista. Contam a vida de Buda e recontam histórias das jatakas (fábulas e parábolas), com a nobre intenção de cultivar as mentes jovens e de lhes instilar fé, imaginação e um sentido moral.




Posayakrit registra uma cena tradicional da cultura tailandesa: uma criança à frente da sua mesa de leitura, debruça-se sobre as inscrições de um livro de bambu, evocando assim o saber que emana de antigas jatakas budistas (lê-se iátacas), uma coleção de narrativas populares (contos, fábulas e principalmente parábolas) que buscam iluminar o caminho dos homens rumo à sabedoria.


Tradução: José António Gomes



Chakrabhand Posayakrit nasceu em 1943, em Banguecoque. Formou-se em Pintura pela Universidade de Silpakorn, em 1968, e ensinou na Faculdade de Artes Decorativas da mesma universidade. Doutorou-se em Artes pela Universidade de Chulalongkorn, em 1989, e, actualmente, dedica-se, por inteiro, à sua criação artística.
Além de uma importante obra no domínio da pintura e da ilustração, o artista dedicou-se recentemente à criação de marionetas e à pintura de cenas inspiradas na literatura tailandesa. No poster que acompanha a sua mensagem, Posayakrit regista uma cena tradicional da cultura tailandesa: diante da sua mesa de leitura, uma criança debruça-se sobre as inscrições de um livro de bambu, evocando assim o saber que emana de antigas jatakas budistas, uma colecção de narrativas populares (contos, fábulas e principalmente parábolas) cujo propósito é iluminar o caminho dos homens rumo à sabedoria.


A Mensagem do Dia Internacional do Livro Infantil é uma iniciativa do IBBY (International Board on Books for Young People), difundida em Portugal pela APPLIJ (Associação Portuguesa para a Promoção do Livro Infantil e Juvenil), Secção Portuguesa do IBBY.

terça-feira, 18 de março de 2008

NOVA EDITORA DE LITERATURA PARA CRIANÇAS

Parabéns aos corajosos que se lançam nesta aventura.

BOA SORTE!







Congratulo-me com a obra escolhida para o lançamento da editora pois é um livro que, por várias vezes, tive no saco de compras nas minhas visitas a livrarias por outras bandas.

A ÁRVORE GENEROSA de Shel Silverstein

Este livro é o mais conhecido do escritor e ilustrador norte-americano Shel Silverstein. O clássico, escrito em 1964, comoveu gerações com a história de uma árvore e um menino. Com poucas palavras, Silverstein fala da relação entre o homem e a natureza, onde uma árvore oferece tudo a um menino, que a deixa de lado ao crescer ao mesmo tempo que se torna num homem egoísta. Mas para agradar ao menino que ama, a generosidade desta árvore não tem fim - ainda que isto signifique a sua própria destruição.

Excelente trabalho nas propostas de trabalho e exploração do livro por pais e professores!

segunda-feira, 17 de março de 2008

EM LOUVOR DAS BIBLIOTECAS


Porque são as bibliotecas públicas tão importantes? Porque, tal como as escolas, são espaços de inclusão.

Escrevo de Nova Orleães, no Sul da América do Norte. Foi aqui que vivi em 1990-1991 ao tempo da guerra do Golfo. Lembro-me da excitação que era ler o
Público, na altura recém-nascido (parabéns Público pelos 18 anos!), apesar de demorar cinco dias a chegar. À época não havia World Wide Web (a Internet era muito primitiva, com e-mails só de texto). Nem portáteis ultraleves. Nem wireless. Hoje escrevo de uma esplanada à beira do imponente Mississípi, num laptop de onde posso consultar sem fios, em fracções de segundo, o Público on-line. O progresso da tecnologia sempre foi um bom indicador da passagem do tempo.

Ao ler o
New York Times (o melhor jornal do mundo, o Público que me perdoe) de terça-feira, encontro o assunto para esta crónica. Não, não é a notícia da recusa de Obama em ser o número dois da senhora Clinton (...). Também não é o título, infelizmente banal, de mais mortos na guerra do Iraque. E também não é a caixa da primeira página sobre o governador do estado de Nova Iorque: o "Cliente 9" de uma rede de prostituição de luxo era ele. De facto, não sei como casos desses ainda são notícia, depois de tantas notícias parecidas (neste caso, o mais picante é que o governador se tenha distinguido a perseguir redes desse tipo...). A minha atenção ficou presa num outro destaque, que aqui destaco: o anúncio da dádiva de cem milhões de dólares à Biblioteca Pública de Nova Iorque por Stephen Schwarzman, um magnate que fez fortuna na Wall Street. Esta grande biblioteca, com sede num prédio histórico da Quinta Avenida, tem um ambicioso projecto de mil milhões de dólares, o "billion" americano, para ampliar e renovar completamente as suas instalações, estando a recolher donativos individuais. Cem milhões de dólares de um só indivíduo, mesmo com o euro alto, são muitos euros! Mas esse valor mostra o prestígio que o mecenato de uma biblioteca pública dá a uma pessoa rica, no país mais rico do mundo. Que as bibliotecas são dos bens mais estimados nos EUA mostra-o o facto de os ex-presidentes serem honrados com uma biblioteca com o seu nome. Hillary quer, justamente, uma biblioteca com o seu nome, tal como tem o marido. E Obama não quer ser segundo bibliotecário.Com o progresso das tecnologias da informação, as bibliotecas mudaram muito nos últimos 18 anos. Agora são também virtuais.

Daqui consigo entrar não só nos catálogos da Biblioteca de Nova Iorque como também dentro de muitas das suas obras. Mas as bibliotecas não deixaram por isso de ser reais: palácios à espera de quem entre neles para descobrir os seus tesouros. Hoje como ontem as bibliotecas são indispensáveis ao nosso enriquecimento. As melhores universidades americanas distinguem-se precisamente por terem as maiores e melhores bibliotecas. Tendo sobrevivido à fúria do Katrina, a Howard-Tilton Library (o nome é de dois dos seus maiores beneméritos) da Tulane University continua aqui, hoje como ontem, a fazer-me feliz.

Um outro bom indicador da passagem do tempo é o aumento do número de livros publicados. A Biblioteca de Nova Iorque quer, por isso, "soterrar" uma porção das suas enormíssimas colecções, em parte acessíveis sob forma digital, e abrir mais espaços ao público. Como biblioteca da cidade, quer servir melhor um número maior de cidadãos. Combinando o real e o virtual, quer ser um sítio agradável para toda a comunidade, a começar pelas crianças e jovens. Porque são as bibliotecas públicas tão importantes? Porque são tão louváveis? Porque, tal como as escolas, são espaços de inclusão. São sítios onde se cresce intelectual, académica e profissionalmente. Por exemplo, 60 por cento do público de um dos ramos da Biblioteca de Nova Iorque, no Bronx, são afro-americanos desfavorecidos. Declarou Schwarzman ao jornal: "A biblioteca ajuda pessoas de baixo e médio rendimento - emigrantes - a realizar o sonho americano." Uma lição para todos!

Carlos Fiolhais, Professor universitário [tcarlos@teor.fis.uc.pt] in Público (14/03/2008)

domingo, 2 de março de 2008

PÊ DE PAI


Depois de uma menção especial no Concurso Nacional de Ilustração, este livro, que trata a figura paterna como nenhum outro, tem o merecido reconhecimento internacional. A cumplicidade entre pai e filho(a) é o tema genialmente abordado... Mais uma aterragem obrigatória no Planeta Tangerina!
"Prémio
27.02.2008
Pê de Pai entre os melhores

O livro Pê de Pai, de Isabel Minhós Martins e Bernardo Carvalho, da Editora Planeta Tangerina, foi distinguido com uma "menção honrosa" na competição internacional The Beste Book Design From All Over The World, da Siftung Buchkunst (Book Art Foundation, Alemanha). Nesta competição participaram 34 países e foram apreciados 626 livros. O júri realçou o lado apelativo do "estilo reduzido das ilustrações, o tipo da letra, as cores e o papel" e a "harmonização e interacção" dos desenhos com o texto."
in PÚBLICO

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

DO AVESSO

DUPLA DESCOBERTA
Autor e ilustrador

Um caderno que morde o aluno, uma abelha que faz maionese, um peixe que nada em um aquário de refrigerante, uma torrada que vem com alça para entretanto não sujarmos os dedos, um tigre que tosse, uma árvore em que brotam bolinhas de ténis no lugar de frutas — esses são alguns dos personagens dos dezanove poemas do livro de Ricardo da Cunha Lima.
Melhor que os poemas, que certamente deliciarão os mais novos, com as devidas reservas para o português do Brasil, é a conversa final com o leitor.
Durante 18 páginas, Ricardo da Cunha Lima conta aos seus leitores os "segredos dos bastidores da poesia", desde a escolha do título do livro ou dos poemas, aos tipos de rima e outras formas poéticas. Brilhante!!


Depois as ilustrações, umas vezes mais gráficas, outras mais pictóricas, fizeram-me conhecer um ilustrador que é simultaneamente escritor, músico e performer. Pode ser visitado, clicando na imagem ao lado e, aí, não deixe de ir até à outra proposta do autor:


De A a Zigg


domingo, 17 de fevereiro de 2008

HISTÓRIAS DE SABEDORIA E ENCANTAMENTO


Na minha primeira (e tardia) visita à Byblos, num dia especial (pois iniciei ontem o Curso de Mestrado em Gestão da Informação e Bibliotecas Escolares) tropecei neste livro lindo (mas caríssimo!!).
Porqué que os bons livros para as crianças são tão caros?!!

Em Histórias de Sabedoria e Encantamento encontraramos animais inusitados e gente extraordinária, entre eles uma raposa curandeira, um macaco curioso, um fazendeiro esperto (pois a tradução é brasileira!) e uma borboleta diferente de todas as outras.
Lindamente captados pelas ilustrações subtis e sensíveis da artista Niamh Sharkey, todos estes contos têm a cor e o vigor dos países e culturas que representam. Ao mesmo tempo, cada um à sua maneira nos faz lembrar o quanto nosso mundo é amplo e misterioso e como nossas vidas podem se transformar nas circunstâncias mais inesperadas.
Contos para contar mesmo!
Hugh Lupton
Trabalhou durante quase vinte anos como contador de histórias profissional. Actuou em toda a Grã-
Bretanha e em muitos outros paises, contando histórias de diversas culturas.
De Niamh Sharkey, premiada (e amada!) ilustradora irlandesa já tínhamos entre nós "O Nabo Gigante" e "João e o Feijoeiro Mágico", ambos da Livros Horizonte.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

PLANETA TANGERINA


Chamo hoje a atenção para uma editora de excepção no panorama nacional.
Todos os seus trabalhos são de qualidade superior.
Para além do site, agora descobri que têm um blog fantástico. Chamo a atenção para o post sobre as guardas dos livros. Depois das "aulas" da Dora, ainda aprendi mais qualquer coisa sobre este tema que me apaixona.

domingo, 20 de janeiro de 2008

UM TESOURO À DISTÂNCIA DE UM CLIQUE


Ao clicar nesta imagem voamos para uma galáxia de livros ilustrados que podemos literalmente folhear na íntegra.
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Escolhi este porque me pareceu lindíssimo... mas há muito por explorar.
BOAS LEITURAS!!!

sábado, 19 de janeiro de 2008

A QUE SABE A LUA?

Michael Grejniec conta-nos através de uma belíssima ilustração a história de um grupo de animais que, unindo esforços e capacidades, conseguem realizar um sonho quase impossível: provar a Lua...
Surpreendentemente (ou não!) a Lua sabe-lhes exactamente àquilo que cada um deles mais gostava.
Este livro editado pela KALANDRAKA deve ser visto, provado, lido e imaginado por e para meninos e meninas de todas as idades.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

JE FERAI DES MIRACLES




EU FAREI MILAGRES
Lindo este livro, cujo único "defeito" é o tamanho GIGANTESCO pois não o consigo arrumar em nenhuma estante.
As ilustrações de pincelada japonesa são poderosas e o texto retrata com humor a visão de uma criança para construir um mundo melhor. Depois de várias considerações termina dizendo que melhor, melhor SERÁ QUE ELE APRENDA A LER!...