quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

ESTRANHÕES & BIZARROCOS

Uma "folguinha" inesperada permitiu-me ir matar umas saudades profundas de estar e ler com/para um grupo de alunos da minha escola.

Deste livro com 10 contos deliciosos do José Eduardo Agualusa, escolhi "A menina que queria ser maçã"...

Porque a história é linda e à medida desta professora...Porque queria experimentar uma proposta da Cristina Taquelim publicada nas práticas da CASA DA LEITURA...

Como sempre que estou com estes meninos, foi especial... Os sonhos que acalentam para quando crescerem... Os segredos que cada maçã lhes contou... A observação cuidada que lhes permitiu no fim do jogo RECONHECER a SUA maçã entre todas as outras...

HÁ DIAS EM QUE MORRO DE SAUDADES!... Vou voltar assim que puder...

Para além dos contos brilhantes, este livro foi Menção Especial do Prémio Nacional de Ilustração 2000 - Henrique CAYATTE

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

O REGRESSO

Depois de uns voos perdidos trocados por mergulhos em trabalhos vários, vou tentar recomeçar...
SE TU LÊS... ELES LÊEM!

domingo, 4 de novembro de 2007

MEMÓRIAS ANDARILHAS 2007...



Conto em Crioulo de Cabo Verde - aqui contado por Miguel Horta, português, no Encontro Palavras Andarilhas, que reuniu contadores, aprendizes e entusiastas do grande mundo da tradição oral .
Eu estive lá... E VOU VOLTAR SEMPRE!

sábado, 3 de novembro de 2007

O DESAFIO...

domingo, 21 de outubro de 2007

Ilustradora alemã Susanne Janssen vence Ilustrarte



A ilustradora alemã Susanne Janssen venceu a terceira
Ilustrarte, a Bienal Internacional de Ilustração para a
Infância, que arranca em Novembro no Barreiro,
anunciou o júri.


A autora conquistou o primeiro prémio com uma adaptação da obra "Hansel and Grettel", dos irmãos Grimm, e vai receber cinco mil euros.

Ainda sem edição em Portugal, "Hansel and Grettel" apresenta a história dos dois irmãos em tons sombrios, numa técnica mista de colagem e pintura.

Dada a qualidade das obras apresentadas a concurso, o júri da bienal atribuiu ainda três menções especiais.

Foram distinguidos a italiana Chiara Carrer, por uma adaptação da história do capuchinho vermelho, a belga Isabelle Vandernabeele, por "O barba azul", e o francês Martin Jarrie, que ilustrou a antologia de poesia "Drôles d´oiseaux", que inclui dois poemas de Fernando Pessoa.

Susanne Janssen, cuja obra foi alvo de uma retrospectiva em 2006 no Barreiro, foi escolhida entre 1360 ilustradores oriundos de 60 países, que apresentaram trabalhos nesta edição da Ilustrarte.

Um dos comissários da bienal, Eduardo Filipe, afirmou hoje em Lisboa que o concurso espelha a visibilidade que a bienal tem tido no resto do mundo, já que a organização contabilizou quase mais 500 participantes do que na edição de 2005.

Além de Portugal, de onde participaram 237 ilustradores, este ano a organização da bienal recebeu trabalhos da Nova Zelândia, Austrália, Chile, Turquia ou Nicarágua.

Destaque para o Irão, com a admissão de 158 artistas, França (250) e Itália (129).

Dos quase 1400 participantes, foram seleccionados apenas 50, que irão expor os seus trabalhos na Bienal de Ilustração, no Auditório Municipal Augusto Cabrita, no Barreiro, de 10 de Novembro a Janeiro de 2008.

Nesta meia centena de autores estão apenas dois portugueses: Teresa Lima e Gémeo Luís, que têm obra distinguida em Portugal.

Além da exposição, a bienal integrará, pela primeira vez, um salão internacional do livro infanto-juvenil, onde estarão à venda obras dos autores expostos, e jornadas de debates entre profissionais do sector de Portugal e de França.

A Ilustrarte realiza-se desde 2003 e tem tido como principal objectivo mostrar "que a ilustração é uma arte maior com a qual se pode juntar crianças e adultos", referiu Eduardo Filipe.

Sedeada no Barreiro, a Ilustrarte pretende ser "a capital da ilustração infantil", inserida num roteiro de cidades de todo o mundo onde se realizam eventos semelhantes, como afirmou a vereadora da cultura da localidade, Regina Janeiro.

A organização da Ilustrarte conta com um orçamento de 125 mil euros para fazer a bienal e promover as exposições e os lançamentos literários que realiza no auditório municipal Augusto Cabrita.

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

sábado, 13 de outubro de 2007

O RAPAZ QUE APRENDEU A VOAR

O Rapaz tem saudades do seu Avô, que pensa ter voado para longe num bonito dia de Outono. É que o Avô, para além de ter colecções fantásticas, tinha também o sonho de um dia aprender a voar. O Rapaz acredita que o conseguiu e decide também ele fazer esta proeza. É então que começa uma grande aventura.

Em O Rapaz que Aprendeu a Voar, o texto de Alexandre Honrado e as imagens de José Miguel Ribeiro transportam as crianças através de um universo de emoções e de sonho.

Um livro carregado de afecto e fantasia da D.Quixote.


Fui ler este livro a uma turma especial e escolhi-o porque a minha visita tinha, naquele dia, também uma razão especial. A C. perdeu a sua mãe, um mês depois de ter ficado também sem pai, na sequência de um trágico acidente de viação.

Escrevi apenas o título no quadro...

O RAPAZ QUE APRENDEU A VOAR

...e choveram ideias sobre o como, o porquê, para quê.

Depois foi a surpresa da ilustração:

A capa...cheia de livros sugeriu a aprendizagem, a descoberta para o vôo.

A guarda... evidencia que a acção tem um tempo próprio.

Depois a leitura da história:

O vôo do avô...

As suas inúmeras colecções... de gravatas, de janelas, de palavras, de ideias...

O vôo do rapaz e a sua colecção...

E como tocou fundo os meninos, suspensos nas minhas palavras... e como a palavra saudade abraçou a C.

Combinámos que eles iam começar uma colecção de palavras na sua turma e que, de vez em quando, abriríamos a caixa para brincar com elas .

Soube depois que a professora lhe sugeriu que voassem sobre uma folha de papel branca e produziram diários de bordo LIIIIIIINDOS!!

Obrigada à Dora por mais um livro para o coração!



quarta-feira, 26 de setembro de 2007

O ALFABETO DOS BICHOS

A Alice está a aprender a ler e a avó ofereceu-lhe este espectacular livro da dupla pai e filho LETRIA (José Jorge e André). Como fiquei orgulhosa da minha filhota quando, abrindo o livro, diz à avó:
- Olha só que lindas guardas, cheias de letras! O máximo, uma maravilha!
E é mesmo verdade... a capa cuidada e bonita é um excelente trabalho da editora OFICINA DO LIVRO.
Está no top nº 1 de leitura de imagens, todos os dias fazemos uma descoberta nova.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

OS LUGARES DE MARIA

Maria é uma menina de seis anos. Como todos os meninos da sua idade, Maria é muito observadora e curiosa! Não digo como nem porquê mas Maria vai descobrir que pode tornar os seus desenhos em sonhos e os seus sonhos em realidade. As encantadoras ilustrações e as deliciosas peripécias de Maria fazem da leitura deste livro um momento de ternura e encanto.



Livro aconselhado para todas as idades, mas espectacular para quem vai, como a Alice, começar a ler!!


Tive o privilégio de conhecer a Margarida em Beja (obrigada pelo autógrafo lindo no livro para a Alice) e já conhecia também o seu outro projecto /livro "A casa da árvore". O que não conhecia, e fiquei morta de curiosidade por ver em acção, era o mundo da Maria, do Miguel e do Gabriel (as personagens deste outro livro). Fantástica a "casa" da Margarida na Praça da República em Beja. Vou persegui-la!

Para saber mais sobre os projectos da Margarida, espreite aqui:


segunda-feira, 24 de setembro de 2007

ANIVERSÁRIOS

DO GIGANTE ÁLVARO DE MAGALHÃES, uma prenda para mim...

1
As abelhas não fazem anos.
Nenhuma viveu um ano
para o poder fazer.

(…)


2

Micróbios, como as amibas,

vivem menos de um segundo

e nesse segundo também

cabe uma vida inteira,

cheia de tudo o que uma vida tem.

(...)

3
As tartarugas fazem muitos anos,
mas devagarinho.
Sei de uma que faz anos hoje
e ainda vem a caminho.

(...)

4
Os mortos desfazem anos.
No dia do seu aniversário
faz anos que não fazem anos.

(...)

5
Os anões são tão pequeninos

Que não fazem anos.
Fazem aninhos.
Os gigantes são tão grandalhões
Que não fazem anos.
Fazem anões.

(…)

6
Um segundo é uma hora
e uma hora é um segundo
no relógio alucinado da paixão.

(...)

7
Os anos que fazemos
também nos fazem a nós.
Os anos que fizemos nos fizeram.
Os anos que faremos nos farão.
É de anos que somos feitos,
de breve e misterioso tempo.
Em nós estão os anos que já fomos.
Esses anos, que fizemos, somos nós,
do cimo da cabeça até às pontas dos pés.
Quanto tempo somos?
Quantos anos és?

(...)

Edição comemorativa dos 25 anos de vida literária de Álvaro de Magalhães, ilustrada por José de Guimarães (São SÓ 1500 exemplares numerados e assinados pelo autor. IMPERDÍVEL!)

domingo, 23 de setembro de 2007

O OUTONO é o tempo a envelhecer

A chegada do Outono marca o início dos voos da andorinha. Gostava de me sentir segura no mergulho, como este rapazinho...

Lembrou-me os livrinhos da Sá da Costa Infantil, de Maria Isabel César Anjo, brilhantemente, como sempre aliás, ilustrados por MARIA KEIL.

O Outono

é o tempo

de ir pela primeira vez

à escola.

É o tempo

das folhas das árvores caírem nas ruas

e nos parques

e nas matas

fazendo tapetes fofos

que apetece pisar.

O Outono

é o tempo

em que o sol parece morno.

O Outono é o tempo a envelhecer!